O que é RP pode ser uma pergunta bastante complexa de se responder. Esse questionamento vem sendo feito por executivos de negócios com bastante frequência. Isso à medida que eles entendem a importância de lidar com o debate coletivo e seu impacto nos resultados empresariais.
Quer uma prova da relevância desse assunto? Até 2030, os negócios e investimentos em RP devem movimentar mais de 153 bilhões de dólares globalmente, segundo a Mordor Intelligence.
Pensando nisso, resolvemos te mostrar o que são as Relações Públicas no contexto dos negócios e quais os principais desafios de RP que as organizações enfrentam hoje. Além disso, você vai ver como os profissionais da área contribuem para as empresas, e muito mais.
Continue lendo para saber:
RP (Relações Públicas) é o campo da comunicação responsável por construir, proteger e fortalecer a reputação das organizações. Ele atua de forma contínua para mapear públicos, gerir percepções, antecipar riscos e sustentar relacionamentos estratégicos. Ademais, integra diferentes canais e evidências para orientar decisões que preservam confiança e credibilidade ao longo do tempo.
É importante pontuar que, ao pensar o que é Relações Públicas (RP), nos deparamos com um desses conceitos com variadas interpretações.
No contexto organizacional, contudo, podemos ver RP como uma série de processos de comunicação estratégica. Especialmente voltado para construir relacionamentos mutuamente benéficos entre instituições e seus públicos.
Ao pensar sobre o que é RP, também é válido remeter ao conjunto de atividades que busca estabelecer e manter compreensões entre uma empresa e seus stakeholders. Dos funcionários à opinião pública em geral, passando por clientes, acionistas e por aí vai.
A compreensão dessa área vai ficando ainda mais clara quando olhamos para as atribuições do profissional de RP. Ele se encarrega de conectar as empresas a seus públicos. Faz isso a partir de uma visão ampla do negócio para traçar estratégias eficazes de identificação e conexão.
São diversas as frentes nas quais gestores, analistas e operadores de RP atuam:
Para fazer um bom trabalho, uma equipe de RP precisa entender bem as organizações e os públicos com os quais atuam. Dessa forma, consegue construir ativos simbólicos e práticos que fortalecem os relacionamentos em curto, médio e longo prazo.
Em suma, estamos falando de uma disciplina, mas também de uma área de estudos e de uma profissão. Que, aliás, nunca foram tão importantes quanto são hoje – como você vai ver em seguida.
O entendimento sobre o que é RP também deve vir da história.
Embora práticas semelhantes existissem desde a antiguidade, foi no início do século XX, nos Estados Unidos, que se estruturam as Relações Públicas tais como conhecemos hoje. Elas surgiram da ampliação das tensões trazidas pela Revolução Industrial: as empresas e a sociedade de massa precisavam melhorar o diálogo.
O jornalista norte-americano Ivy Lee é considerado um dos pioneiros em RP.
Em 1906, com a criação da agência Parker & Lee, ele introduziu princípios como transparência e responsabilidade na divulgação de informações. Sua "Declaração de Princípios" defendia a importância de relatar fatos verdadeiros, revolucionando a prática da época.
Edward Bernays, sobrinho de Sigmund Freud, também deixou sua marca.
Considerado o pai das Relações Públicas modernas, Bernays aplicou conceitos de psicologia para influenciar a opinião pública. Em 1923, ele publicou "Crystallizing Public Opinion", primeira obra teórica da profissão.
No Brasil, o surgimento das Relações Públicas é creditado à criação do primeiro departamento da área na companhia Light, em 1914. Por aqui, Eduardo Pinheiro Lobo, líder dessa iniciativa, é reconhecido como o patrono da profissão.
A partir dos anos 1950, RP ganha ainda mais espaço com a fundação da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP). Ao mesmo tempo, são criados os primeiros cursos universitários.
Quanto à regulamentação da profissão de Relações Públicas, ela veio em 1967 com a Lei nº 5.377.
É interessante saber também que existem diferentes tipos de Relações Públicas. Elas são classificadas, normalmente, para organizar a atuação da área conforme os stakeholders estratégicos.
Essa divisão não é rígida. Contudo, ajuda a conectar objetivos de negócio, canais e métricas. Dessa forma, facilita o planejamento e a mensuração de resultados.
Confira, a seguir.
As Relações Públicas voltadas para a mídia concentram o diálogo com veículos jornalísticos e influenciadores com credibilidade. Elas envolvem pautas, releases para a imprensa, entrevistas e respostas a demandas espontâneas. Além disso, exigem monitoramento contínuo de citações e análise de sentimento.
Dessa forma, a área protege e fortalece a reputação em espaços de alta relevância e visibilidade pública.
Já as Relações Públicas com foco nos clientes aproximam a estratégia das experiências de consumo.
Aqui entram comunicações institucionais em canais de atendimento, programas de fidelidade e comunidades de usuários. Também inclui gestão de reclamações sensíveis, depoimentos e histórias de sucesso.
O objetivo desse tipo de RP é sustentar confiança, reduzir atritos e ampliar defensores da marca.
Relações com investidores tratam da comunicação com acionistas, analistas e mercado financeiro.
Nessa frente, RP apoia divulgações de resultados, fatos relevantes e encontros com stakeholders financeiros. Além disso, contribui para explicar estratégias, riscos e compromissos ambientais, sociais e de governança.
A missão principal é fortalecer a percepção de transparência e responsabilidade perante importantes agentes de mercado.
Relações governamentais e institucionais focam a interlocução com poderes públicos, reguladores e entidades setoriais. Incluem participação em consultas, audiências, associações e fóruns de política pública.
Basicamente, esse braço de RP monitora agendas sensíveis e antecipa impactos regulatórios. Com isso, ajuda a alinhar posicionamentos corporativos ao ambiente institucional.
Relações com colaboradores conectam RP à comunicação interna.
É uma atuação que abrange informativos, campanhas de engajamento, rituais de reconhecimento e escuta estruturada. Ademais, envolve preparar lideranças para dialogar com equipes em momentos críticos.
O resultado é maior alinhamento entre discurso externo e vivência cotidiana.
RP digital e redes sociais articulam presença institucional em ambientes online.
Nessa vertente, a área acompanha conversas, identifica riscos emergentes e ativa conteúdos estratégicos.
Além disso, integra dados de diferentes plataformas para entender tendências de opinião. Assim, torna a gestão de reputação mais ágil, mensurável e orientada por evidências.
Já RP comunitária aproxima a organização de comunidades vizinhas.
Envolve iniciativas locais, diálogo permanente e prestação básica de contas transparentes. Tudo para gerar confiança duradoura.
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TIPOS DE RELAÇÕES PÚBLICAS |
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Público principal |
Foco da atuação |
Objetivo estratégico |
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Relações com a mídia |
Jornalistas e veículos |
Pautas, releases, entrevistas e monitoramento |
Ampliar visibilidade e proteger a reputação pública |
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Relações com clientes |
Consumidores e usuários |
Comunicação institucional e gestão de percepções |
Sustentar confiança e fortalecer relacionamento |
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Relações com investidores |
Acionistas e analistas |
Divulgação de informações e transparência |
Reforçar credibilidade no mercado financeiro |
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Relações governamentais e institucionais |
Órgãos públicos e entidades |
Diálogo regulatório e posicionamento institucional |
Antecipar riscos e influenciar agendas relevantes |
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Relações com colaboradores |
Funcionários e lideranças |
Comunicação interna e engajamento |
Alinhar cultura, discurso e prática organizacional |
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RP digital e redes sociais |
Públicos online e comunidades digitais |
Monitoramento, análise e gestão de conversas |
Gerir reputação em tempo real com dados |
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RP comunitária |
Comunidades locais |
Diálogo territorial e iniciativas sociais |
Construir legitimidade e confiança duradoura |
Não faltam hoje em dia dilemas relacionados às Relações Públicas. Veja, a seguir, os que necessitam de maior atenção do seu time.
É o fenômeno pelo qual diferentes tipos de mídia, como televisão, rádio, jornais e mídias sociais, estão se fundindo em plataformas únicas. Ele acontece principalmente pelas facilidades técnicas da internet, que proporcionam um alto volume de produção e reprodução de conteúdos.
Essa realidade cria dificuldades para as organizações manterem sua própria narrativa sob controle. Afinal, elas têm que adaptar continuamente sua estratégia comunicacional para atender a diferentes canais e públicos.
O debate coletivo agora muda rápida e constantemente, pois todas as pessoas são consumidoras e produtoras de opinião. E nem sempre as pessoas mais qualificadas são as que emitem juízos e críticas.
Diante disso, muitas organizações sofrem constantes ataques e "cancelamentos". E veem essas investidas crescendo a cada hashtag sem que haja tempo hábil, ou espaço equivalente, para emitir esclarecimentos ou se comprometer com mudanças de posicionamento.
Criadas pelos algoritmos de mídia social, que mostram conteúdo baseado nas preferências do usuário, as bolhas informacionais e ideológicas também são ameaças à imagem das companhias.
Elas reúnem grupos de pessoas que compartilham opiniões e crenças similares, sem muito espaço para o contraditório. Com isso, formam o cenário perfeito para que convicções nem sempre amparadas na razão se solidifiquem — no extremo, gerando polarização e intolerância.
Como consequência, a maioria das polêmicas que envolvem setores inteiros e empresas específicas são gestadas e alimentadas nessas comunidades. Inclusive pela ação deliberada de influenciadores e líderes de opinião com fins que vão desde a formação de público cativo até a destruição de reputações.
Com o aumento do uso da internet, há uma alta disputa entre empresas para se posicionarem bem nos mecanismos de busca e nas mídias sociais.
Isso é muito desafiador, já que as marcas precisam se destacar entre muitas outras que estão competindo pela atenção. Em síntese, elas precisam produzir conteúdo valioso continuamente, interagir com públicos em tempo real, lidar com constantes mudanças nos algoritmos, entre outras atividades.
→ Dê o play no vídeo a seguir e amplie suas perspectivas quanto aos novos desafios comunicacionais e de RP:
Para nos aprofundarmos mais em nosso objetivo de entender o que é Relações Públicas, vejamos como essa área se desempenha no ecossistema dos negócios.
Basicamente, os profissionais de RP tratam de influenciar, envolver e construir relacionamentos com stakeholders. Isso tudo para moldar e enquadrar a percepção pública de uma organização.
No detalhe, as estratégias de RP normalmente abrangem:
A equipe de Relações Públicas oferece, com suas estratégias e ações, uma série de vantagens à organização. A seguir, confira algumas das mais significativas.
O posicionamento é a forma como a empresa é percebida, a imagem que se cria na mente das pessoas sobre ela. Já o reconhecimento é a capacidade da companhia de ser identificada pelo público — o quanto se identifica e associa a marca a determinados valores, produtos ou serviços.
O alcance disso tem muito da contribuição de um bom time de Relações Públicas. Por exemplo, através de campanhas de conscientização para causas sociais relevantes, o que denota uma organização responsável e comprometida com questões da sociedade.
Além disso, RP também pode contribuir para o reconhecimento de marca através da organização de eventos para lançar novas ofertas, ajudando a aumentar a visibilidade e a atrair novos clientes.
A confiança desempenha um papel crucial no sucesso de qualquer negócio. Com isso em mente, os profissionais de RP buscam preencher possíveis lacunas de confiabilidade entre a empresa e seus públicos de interesse.
Fazem isso implementando estratégias de potencialização de credibilidade da empresa com seu setor específico e também perante a sociedade em geral.
Imagine uma indústria de alimentos orgânicos certificada junto aos órgãos reguladores. Ela vai precisar divulgar essa certificação, mas isso nem sempre é suficiente.
Neste caso, RP pode sugerir a divulgação dos processos de produção e ingredientes através de vídeos e fotos nas redes sociais. Também é interessante convidar importantes jornalistas para visitarem a fábrica e mostrar ao público a seriedade do negócio.
Paralelamente, a companhia participa de feiras e eventos do setor para aumentar sua visibilidade e estabelecer relações com outras marcas e influenciadores do setor. Todas essas ações contribuem para solidificar a credibilidade da marca.
O mundo online permite que as pessoas falem sobre qualquer negócio, e elas com frequência fazem isso. Contudo, muitas vezes a disposição opinativa do público pode trazer sérias consequências para a sustentabilidade empresarial.
Com isso no horizonte, lideranças e analistas de RP trabalham continuamente para sedimentar a boa reputação. Assim, quando surgirem potenciais crises, as estruturas de confiança não desmoronam completamente.
Fazem isso de diversas formas, como criando conteúdo positivo e monitorando constantemente as menções na mídia online. Logo, conseguem rapidamente endereçar qualquer crítica negativa e manter a reputação sob controle diante de críticas, detrações, boatos e até fake news.
Por exemplo, uma empresa de tecnologia pode compartilhar artigos sobre as últimas tendências e inovações no setor, bem como cases de sucesso de clientes. Além disso, criar vídeos educativos e webinars para ajudar os clientes a entender melhor como usar seus produtos e serviços.
Ao fazer isso seguindo métodos de RP, a companhia está criando uma narrativa positiva em torno de sua marca e fortalecendo a confiança dos clientes em sua capacidade de fornecer soluções de qualidade.
Em complementaridade com Marketing, Comunicação e Comercial, os profissionais de Relações Públicas criam e distribuem mensagens que ressoem entre os clientes-alvo de maneira impactante.
Fazem isso de diversas maneiras, incluindo:
Com isso, conseguem influenciar positivamente as estratégias de expansão mercadológica. O que resulta em atração e retenção de clientes, maior volume de negociações fechadas (em menos tempo, inclusive), redução de custos operacionais, aumento das vendas e da lucratividade.
Você sabia?
84% dos compradores B2B consideram que a reputação da marca influencia mais de 90% de suas decisões de aquisição de produtos e serviços.
Fonte: Harvard Business Review.
Não dá para pensar sobre o que é RP sem pensar na forte atuação dos profissionais da área frente às crises de imagem.
Para refletir sobre isso, imaginemos uma companhia dentro do setor financeiro, altamente regulado. Combinemos que ela se chama Aurora Pagamentos e enfrentou um período de estremecimento reputacional.
Veja, nos tópicos que seguem, como o time de RP atuou.
Na Aurora Pagamentos, os primeiros sinais de crise de imagem surgiram como ruído nas redes e no atendimento.
A equipe de RP percebeu o padrão rapidamente. Além disso, cruzou menções, temas recorrentes e horários de pico. Assim, confirmou que havia risco real de escalada.
Antes do comunicado oficial, RP ativou o plano de crise com rotinas definidas. Em seguida, revisou ativos já preparados para reduzir improviso. Além disso, alinhou responsabilidades e prazos entre áreas críticas.
Dessa forma, a instituição ganhou tempo e consistência. Isso porque tinha bem definido:
Quando a instabilidade virou notícia, a liderança pediu respostas imediatas. Por isso, RP estruturou uma sala de crise com comunicação, jurídico e operações. Além disso, definiu cadências de atualização para evitar versões conflitantes.
Ao fazer isso, as decisões saíram rápidas, porém coordenadas.
Na Aurora, o problema pioraria se cada área comunicasse isoladamente. Assim, RP centralizou a linha-mestra e orientou a execução por severidade. Além disso, bloqueou ordens paralelas e registrou decisões para rastreabilidade. Consequentemente, o time reduziu ruído interno e vazamentos.
Na primeira hora, o time de Relações Públicas traduziu o incidente técnico em linguagem verificável e direta. Ao mesmo tempo, evitou promessas vagas e termos ambíguos.
Além disso, adotou princípios de transparência, empatia e responsabilidade. Com isso, a mensagem preservou confiança, mesmo sob pressão.
O principal porta-voz da Aurora Pagamentos foi preparado para imprensa e redes no mesmo ciclo. Por isso, respondeu com rapidez, porém mantendo precisão e consistência. Além disso, corrigiu boatos e distinguiu fatos confirmados de hipóteses em apuração.
Basicamente, a narrativa foi conduzida de modo a não deixar a marca “refém” da interpretação enviesada ou da deliberada ação negativa de terceiros.
A crise afetou clientes, funcionários, parceiros e, como não poderia deixar de ser, também reguladores. Por isso, RP segmentou stakeholders por impacto e influência, sem generalizar comunicações.
Além disso, foram ajustados canais e níveis de detalhe para cada público. Isso reduziu lacunas que alimentam especulação e desinformação.
Cada atualização tinha um ponto de contato e um próximo horário definido. Dessa forma, dúvidas foram canalizadas e prioridades ficaram claras. Além disso, as mensagens-chave foram repetidas com consistência em todos os canais. Consequentemente, o fluxo informacional voltou ao controle da instituição.
Enquanto a operação estabilizava, o departamento de Relações Públicas acompanhou volume de menções, alcance e sentimento. Mediu também velocidade de resposta e aderência às mensagens definidas.
Esses sinais orientaram ajustes e deram visibilidade para a liderança.
Depois do pico, RP conduziu lições aprendidas e revisou protocolos internos. Ademais, documentou decisões para governança e prevenção de recorrência. Por fim, apoiou a reconstrução reputacional com ações coerentes e comunicação baseada em fatos.
Assim, a confiança voltou gradualmente, sustentada por consistência.
Confira agora um passo a passo para estruturar e executar uma estratégia de Relações Públicas bem-sucedida.
Comece definindo o que RP precisa mudar no negócio e na reputação.
Em seguida, escolha um foco claro, como confiança ou legitimidade. Depois, descreva o papel de RP na jornada de stakeholders. Assim, você evita ações soltas e mede impacto.
Traduza o objetivo em uma frase operacional, que guie escolhas diárias. Paralelamente, alinhe o objetivo com liderança e áreas-chave.
Em síntese, faça com que RP alcance “mandato” e evite disputas internas.
Liste públicos internos e externos e registre expectativas e tensões. Depois, avalie influência, proximidade e potencial de ativação em crises. Em seguida, priorize grupos críticos e defina metas por público.
Fazendo isso, você direciona mensagens, canais e cadência.
Use um mapa simples, com impacto e probabilidade de ativação. Além disso, identifique interlocutores, porta-vozes e pontos de atrito por público. Tudo para que a estratégia acompanhe as mudanças de contexto.
Redija mensagens curtas, consistentes e alinhadas ao posicionamento corporativo. E conecte cada mensagem a evidências, dados e compromissos verificáveis.
Em seguida, defina argumentos para dúvidas recorrentes e temas sensíveis. Assim, a narrativa se sustenta sob escrutínio.
Defina responsáveis por conteúdo, validação e porta-vozes por tema. Em seguida, estabeleça prazos de aprovação e critérios para urgência.
Ademais, crie ritos com jurídico, produto e liderança. Isso dará condições para que seu time e os demais respondam rápido, porém sem contradições.
Monitore imprensa, redes, influenciadores e fóruns online relevantes ao setor.
Consolide tudo em uma visão única, evitando silos de informação. Além disso, acompanhe picos, temas e mudança de tom.
Nessa altura, sua missão é detectar riscos e oportunidades em tempo hábil.
Também defina alertas para padrões atípicos e termos sensíveis ao negócio. E classifique menções por tema, veículo, influência e qualidade. Assim, você entende as causas, não apenas os volumes.
Escolha parâmetros analíticos que conectem exposição, reputação e eficiência operacional. Além disso, acompanhe sentimento, temas, alcance e share of voice.
Faça com que essas metas sejam avaliadas por período e por público. Assim, você prova valor da área ao passo que tem meios para, sempre que necessário, ajustar prioridades.
Combine indicadores quantitativos e qualitativos, com critérios padronizados. Por exemplo:
Compare o desempenho da sua marca com concorrentes e referências do segmento em termos de Relações Públicas.
Depois, identifique temas em que a marca perde relevância e credibilidade. Ademais, encontre espaços de diferenciação e narrativas não ocupadas. Isso vai te ajudar a orientar pautas, prioridades e investimentos com precisão.
Compare também líderes de opinião, veículos e comunidades que moldam o debate.
Faça isso buscando identificar lacunas de relacionamento e temas negligenciados. Dessa forma, você prioriza aproximações, reduz assimetrias e melhora a qualidade das menções no curto prazo sempre.
Crie um calendário editorial com temas estratégicos e momentos do negócio. Isso vai te ajudar a produzir ativos para imprensa e preparar porta-vozes.
Além disso, estabeleça rotinas de relacionamento e resposta a demandas. Sempre objetivando conquistar cobertura qualificada.
Estruture um banco de pautas com dados e ângulos noticiáveis. Além disso, mantenha um kit de fatos, números e posicionamentos aprovados. Assim, você ganha previsibilidade e confiança.
Alinhe mensagens para equipes, liderança e mercado no mesmo horizonte. Em paralelo, explique o contexto e o papel de cada área na execução.
Além disso, quando fizer sentido, transforme as dúvidas internas em perguntas e respostas públicas. Faça isso para reduzir ruído e, ao mesmo tempo, fortalecer embaixadores internos.
Crie matriz de riscos, gatilhos e níveis de severidade com responsáveis. Em seguida, mantenha mensagens-base e perguntas e respostas.
Também simule cenários e treine porta-vozes com frequência. Assim, você garante prevenção e, quando necessário, reação em tempo hábil e com consistência.
Inclua o que fazer nas primeiras duas horas do evento/episódio de crise. Além disso, defina canais oficiais e cadência de atualização.
Padronize relatórios para diretoria com síntese e evidências rastreáveis.
Automatize alertas para variações críticas de tema e sentimento. Em seguida, traduza indicadores em recomendações práticas e priorizadas. Assim, RP ganha velocidade e influencia decisões.
Crie painéis para rotinas e para leitura executiva. Além disso, gere narrativas que expliquem o que mudou e por quê. Tudo para que as análises possam virar execução propositiva.
Realize revisões mensais e trimestrais para comparar metas e resultados.
Nessas avaliações, busque identificar o que mudou na opinião pública e nos concorrentes.
Além disso, registre aprendizados, ajuste mensagens e refine o mapa de stakeholders. Sempre com vistas a fazer com que a estratégia evolua com o contexto.
Por fim, transforme revisões em decisões sobre parar, manter e escalar. Além disso, reequilibre investimentos entre reputação, mídia e relacionamentos críticos. Assim, sua área de Relações Públicas vai melhorar continuamente, com disciplina.
Agora vamos olhar um pouco para frente: ver os movimentos que já estão influenciando o dia a dia dos especialistas em RP, e que devem se acentuar ainda mais daqui para frente. Confira nos tópicos a seguir.
A macroeconomia nacional e internacional deve seguir incerta, reverberando inclusive na reputação de muitas organizações. Sabendo disso, os investimentos em Relações Públicas devem ser incrementados.
E as previsões já apontam para isso: entre 2024 e 2027, a taxa anual de crescimento desse segmento deve ser de 5,7%, ultrapassando assim 133 bilhões de dólares globalmente, segundo a ReporterLink.
À medida que a economia global segue desestabilizada, a retenção de talentos passa a ser uma preocupação latente para as companhias. E nisso também a área de Relações Públicas será ainda mais envolvida.
Dela se espera auxílio vertical na elaboração de narrativas convincentes de marca empregadora.
Com o objetivo de estar mais sintonizado com as necessidades dos funcionários, uma estratégia multifacetada por meio de comunicações internas e externas será essencial para manter a confiança, promover negócios bem-sucedidos e exibir responsabilidade moral.
Confiar apenas na mídia conquistada para criar uma estratégia abrangente de RP já não é mais recomendado. Isso porque as redações devem ficar ainda mais enxutas à medida em que a convergência midiática se acentua, o público se pulveriza e a Inteligência Artificial é incorporada — como destaca o Reuters Institute.
Daqui para frente, deve-se concentrar esforços na criação e manutenção de mídia própria. Isso, cada vez mais, vai requerer envolvimento de Relações Públicas na produção de artigos de blog, boletins informativos e postagens de mídia social, entre outras frentes.
É, na prática, a consolidação do objetivo de atingir o público desejado de forma orgânica, inclusive com menos necessidade de publicidade paga.
Confiança e prova social já são tudo quando se trata de posicionamento e reconhecimento de marca.
A novidade é que, dia após dia, diferentes stakeholders têm esperado a criação de histórias autênticas — tanto que o mercado de produção de conteúdo deverá crescer a uma taxa anual de 18,4% até 2025, de acordo com a IndustryARC.
Assim, as marcas que desejam que as pessoas se movam precisam fornecer o tipo de conteúdo autêntico: não filtrado, com maior probabilidade de engajar. Por exemplo, apresentando perspectivas únicas sobre uma temática do universo do negócio; que tenham forte apelo social.
O mesmo vale para a obtenção de cobertura da imprensa (mais escassa, conforme já pontuamos): narrativas únicas ou com ângulos "irresistíveis" serão os responsáveis por bons relatórios de resultados de Relações Públicas.
Já está em curso a chamada Web3 — até pouco tempo tida como o “futuro da internet”. Ela, em síntese, reúne quatro pontos principais que a caracterizam:
“Na era do excesso de oferta de produtos, as marcas devem agradar aos usuários, não controlá-los. Com base nisso, as Relações Públicas devem ser mais voltadas para as pessoas do que já foram nas fases anteriores da internet”, já sinalizava um artigo popular da Hackernoon.
Em suma, nesta nova fase da rede mundial, a maior parte do diálogo com stakeholders precisa ser em tempo real, multiplataforma e com mais experiências imersivas — um grande desafio para profissionais de Comunicação e RP.
Equipes de Relações Públicas estão se tornando mais dependentes de dados. Para fundamentar estratégias, defender projetos e obter investimentos, mas sobretudo contar histórias atraentes para o mercado-alvo.
Dentro disso, as práticas em torno do Data Storytelling estão ainda mais necessárias e, portanto, precisam ser amadurecidas pelos profissionais da área. Eles precisarão desenvolver habilidades em narrativa digital, usando vídeo, infográficos e outras mídias digitais para comunicar mensagens recheadas de estatísticas, entre outros recursos amparados em dados.
A aplicação de Inteligência Artificial (IA) a tarefas criativas e de Relações Públicas finalmente atingiu seu "ponto de não retorno" em 2023. Ou seja, deixou de ser uma promessa e chegou ao alcance de todos — vide a popularização do ChatGPT.
O que já se sabe é que os algoritmos de IA podem ajudar a criar experiências digitais personalizadas ou a gerar conteúdo e recursos visuais. Mas muito mais pode ser construído, exigindo esforços de inovação das equipes de RP.
Por fim, à medida que o mundo se torna mais interconectado, as Relações Públicas em empresas e instituições de todos os segmentos precisam ser mais globalizadas.
Isso implica, por exemplo, no desenvolvimento de habilidades para trabalhar com diferentes culturas e idiomas usando canais digitais para se comunicar com as partes interessadas em todo o mundo.
A princípio isso pode parecer algo restrito às companhias de capital aberto, mas não só. Basta olharmos para os movimentos dos últimos meses — e as projeções futuras — de integração da América Latina: eles vão exigir mais domínio do espanhol.
Da mesma forma, o protagonismo do Brasil na questão climática e nas negociações internacionais (acordo Mercosul-União Europeia, por exemplo). Ele vai requerer dos profissionais e os times de RP mais preparação no apoio estratégico às marcas e organizações que defendem.
A descoberta de marcas migrou para respostas geradas por IA, reduzindo cliques e alterando prioridades.
Por isso, RP ganha peso como “infraestrutura” de credibilidade, baseada em cobertura editorial.
→ Em julho de 2025, foram analisados mais de um milhão de links citados por ferramentas de IA. Nesse recorte, 95% das citações vieram de mídia não paga, segundo a Muck Rack.
A IA passou a citar comunicados com mais frequência, mas ainda privilegia fontes não pagas. Assim, times de Relações Públicas precisam elevar fatos, dados e rastreabilidade para sustentar cada afirmação.
→ Em atualização de dezembro de 2025, a Muck Rack registrou que citações de press releases cresceram cinco vezes desde julho. Ainda assim, 94% das citações seguiram vindo de fontes não pagas, mostra relatório publicado.
No PRCA MENA AI in PR Report 2025, 92% dos entrevistados disseram usar IA de alguma forma. Além disso, 46% relataram uso diário.
A adoção de IA acelerou em RP, mas a lacuna de governança cria risco reputacional. Logo, políticas, revisão humana e critérios de uso precisam entrar no fluxo de comunicação.
Deepfakes baratearam a fabricação de evidências, pressionando resposta e verificação. Portanto, RP precisa operar com detecção, validação e alinhamento rápido com áreas jurídicas.
Há uma contínua expansão de impersonações convincentes com vídeo e áudio. Essas peças corroem a confiança no que se vê e ouve, como destaca a Full Fact.
Amarrando tudo o que vimos até aqui, vale a pena refletirmos sobre como as Relações Públicas favorecem a construção simbólica e reputacional dos negócios.
Lembremos que a imagem corporativa é a forma como a empresa é vista pelo público, enquanto a reputação é a percepção que as pessoas têm dela em relação a sua credibilidade e confiabilidade.
Ambas são fundamentais para o sucesso e a sustentabilidade dos negócios, pois influenciam diretamente:
Por tudo isso, e diante dos diversos desafios atuais, nenhuma empresa pode se dar ao luxo de não saber o que é Relações Públicas e não ter uma estratégia minimamente estruturada.
Que tal, nós conseguimos te mostrar o que é RP (Relações Públicas) e ampliar sua visão sobre a área?
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