Temos a certeza de que você já ouviu falar muitas vezes sobre Big Data, inclusive por aqui. Isso porque nós já fizemos um infográfico para explicar o poder do Big Data. Agora, você conhece em detalhes os 5 V’s do Big Data e o significado de cada um deles?
É importante ter em mente essas características que definem conjuntos de dados massivos e complexos: Velocidade, Volume, Variedade, Veracidade e Valor.
Elas explicam como o Big Data difere dos conjuntos de dados tradicionais. Além disso, facilitam o entendimento de como gerenciá-lo com eficácia, como destaca a IBM.
A compreensão dos 5 V's do Big Data também favorece a obtenção de insights. Ela faz com que os dados sejam vistos em suas implicações operacionais, explica a Gartner. Com isso, mesmo profissionais que não sejam da área de TI podem tomar decisões mais data-driven.
Afinal, você já deve ter ouvido que “dados são o novo petróleo”. Isto é, eles, quando bem aproveitados, fornecem direcionamentos e até novos modelos de negócios.
Em outras palavras, esse enquadramento é o que sustenta a parte “por quê” do conceito de Big Data. O que significa que só faz sentido falar em Big Data quando esses atributos levam a abordagens assertivas de processamento e análises.
Vamos nos aprofundar no tema?
Leia com atenção os seguintes tópicos:
Se você pesquisar no Google ou em outros buscadores, vai encontrar os 7vs, 8vs do Big Data, e por aí vai. Mas para este artigo, nós escolhemos os 5 principais, que elucidam os desafios de lidar com o volume gigantesco dos dados existentes e facilitam o entendimento sobre o conceito do Big Data.
São eles: Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade e Valor. E, por definição, eles representam os principais desafios e características das grandes quantidades de dados – como você verá mais adiante.
A IDC estima que o volume de dados criados globalmente vai crescer de forma acelerada nesta década. Mais precisamente, a geração deve alcançar impressionantes 393,9 zettabytes em 2028 — quase triplicar em cinco anos.
Para fins de dimensionamento, 1 zettabyte equivale a 1 trilhão de gigabytes. Ou seja, nesse patamar projetado para 2028, estamos falando de cerca de 393,9 trilhões de gigabytes.
Vale ressaltar que não são apenas os humanos que geram essas informações, pois praticamente qualquer objeto conectado à internet está abastecendo o Big Data. Ou seja, quanto mais desenvolvida for a Inteligência Artificial (AI) e a Internet das Coisas (IoT), mais dados serão criados.
Dito isso, quando se trata de Volume em Big Data, a referência é a quantidade total de dados gerada e armazenada.
Quanto maior o volume, maior a pressão por armazenamento escalável, gestão de custos, performance de consulta e capacidade de processar grandes massas de informação sem perder confiabilidade.
Quando falamos no uso estratégico do Big Data, pode-se afirmar que, em muitas situações, a velocidade é até mais importante que o volume. Isso porque ela é a força que rege a vantagem competitiva.
Além disso, pode ser mais interessante ter uma quantidade um pouco menor de dados em tempo real, do que uma enorme quantidade que só poderá ser disponibilizada para uso depois de um tempo considerável.
Mas é claro que cada vez mais vemos soluções para o problema do timing correto de captação, organização e análise de dados. São plataformas totalmente automatizadas, que utilizam Data Mining para capturar somente os dados estratégicos e relevantes. Isso em real time, de acordo com a natureza do negócio e os objetivos de cada empresa.
Conceitualmente falando, Velocidade em Big Data é a taxa de geração, captura e processamento dos dados. Ela exige ingestão rápida e análises em tempo quase real, para que decisões e automações aconteçam no tempo do negócio, não dias depois.
Os dados provêm de diversas fontes: redes sociais, aplicativos, e-mails, gps, cookies, IoT, bancos de dados públicos, revendedores autorizados etc. Logo, eles não seguem os mesmos padrões e nem fornecem os mesmos tipos de informação.
Sendo assim, a tarefa de compilação e organização é bastante desafiadora.
Da mesma forma que o volume, portanto, a variedade de fontes de dados só tende a aumentar com o avanço tecnológico. Mas assim como a velocidade, já existem ferramentas capazes de lidar com a heterogeneidade de dados e conseguem processá-los e agrupá-los de forma coerente.
Em síntese, Variedade em Big Data é a diversidade de formatos e fontes. Ela aumenta o desafio de integração, padronização e entendimento do contexto para análises consistentes.
Já a Veracidade em Big Data diz respeito ao grau de confiabilidade dos dados: qualidade, precisão, completude e ausência de vieses.
Sem veracidade, análises geram ruído e decisões erradas. Logo, ela implica governança, validação, linhagem, controles de acesso e monitoramento contínuo.
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Chegamos finalmente ao último e mais importante “V” do Big Data: o Valor, que versa sobre a capacidade de transformar dados em resultado. Por exemplo, ganho de receita, redução de custos, mitigação de risco ou melhoria de experiência.
Em outras palavras, gerar valor é transformar um verdadeiro tsunami de dados em informações que efetivamente podem ser utilizadas nos negócios.
Ou seja, de nada adianta ter acesso a um volume massivo de dados, se você não puder gerar valor para a sua organização.
Para preencher essa lacuna, algumas empresas utilizam Big Data para oferecer serviços de inteligência de mercado.
As soluções da Cortex, por exemplo, vão além da captação e oferecem análises que permitem que empresas de todo o mundo utilizem a inteligência de dados para prever riscos, identificar oportunidades e tomar decisões mais precisas.
Todas essas informações coletadas enquanto estamos conectados são de grande valor, como já mencionado acima. Para os negócios, as informações profissionais, como os dados de empresas, são capazes de:
A análise de dados, quando realizada com inteligência, pode ajudar todos os segmentos de mercado a conquistar mais receita, cortar custos e diminuir o ciclo de venda dos times comerciais.
Os dados, na prática, vão ajudar o seu negócio a fazer análises mais precisas, que mostrarão quais são as regiões do país ou do mundo a marca tem mais fit. Bem como o número de funcionários que esses propects têm, quais as tecnologias que eles já utilizam e se a sua poderia agregar valor também.
Essas informações em tempo real diminuem também o tempo gasto dos seus profissionais, que procuram os contatos certos para vender mais, uma vez que poderão focar nos tomadores de decisão com potencial para fechar negócio.
Feito esse panorama, confira agora algumas dicas para a aplicação dos 5 V's do Big Data em seu negócio.
O diagnóstico precisa responder, de forma objetiva, o que existe, o que falta e o que dá para usar com confiança. Afinal, ele prepara o terreno para governança e conformidade.
→ Leia também: Como gerar bases de dados confiáveis.
→ Leia também: Como fazer enriquecimento de dados.
Aqui, o objetivo é tirar os 5 V’s do plano conceitual e colocá-los em um painel de gestão, com metas concretas.
Um bom padrão vai nessa ordem:
→ Dica prática:
Defina linha de base (semana 0), estabeleça uma meta realista por 30/60/90 dias, e fixe rituais (revisão semanal dos 3 primeiros V’s e mensal de Valor). Isso reduz a chance de o projeto virar apenas armazenamento sem impacto.
Quanto à arquitetura, ela precisa “aguentar” os 5 V’s sem travar a operação, estourar os custos ou perder a governança.
Em termos simples:
Use quando o foco é Variedade + Volume, com dados estruturados e não estruturados, ingestão rápida e exploração. Em um data lake, você guarda o dado no formato original e transforma conforme a necessidade.
Use quando o foco é Veracidade + consumo por negócio, com relatórios, indicadores e consistência. É um repositório central otimizado para análise e reporting, com dados organizados e prontos para consulta por muitas pessoas.
Use quando você precisa juntar flexibilidade de lake com desempenho e estrutura de warehouse, mantendo governança e uso amplo de SQL e analytics, sem separar demais os mundos de BI e ciência de dados.
Mesmo entendendo os 5 V’s, muitos profissionais os tratam como um checklist de tecnologia. Sobretudo porque incorrem em mitos – que travam projetos.
Veja, a seguir, quais são os equívocos mais comuns e quais são as boas práticas que recolocam a agenda em decisão, qualidade e resultado.
Acumular dados não ajuda se eles chegam tarde, não se conectam, ou não são confiáveis.
→ Boa prática: partir de uma decisão de negócio, definir o mínimo de dados necessário e escalar com retenção, acesso e custos controlados.
Tempo real é caro e, muitas vezes, não muda a decisão.
→ Boa prática: definir o SLA de atualização por caso de uso.
Somar fontes sem padronização aumenta a dívida de integração e gera leituras inconsistentes.
→ Boa prática: usar identificadores comuns (cliente, produto, unidade), dicionário e contrato de dados antes de ampliar a variedade.
Ferramentas ajudam, mas qualidade depende de regras, donos e monitoramento.
→ Boa prática: validações automáticas (completude, duplicidade, consistência), auditoria e um fluxo claro de correção quando a qualidade cai.
São papéis diferentes: Data Lake favorece a ingestão flexível; Data Warehouse prioriza dados consistentes para indicadores.
→ Boa prática: decidir por padrão de consumo e governança, ou usar lakehouse quando BI e análise avançada precisam coexistir.
Sem adoção e mudança de processo, o dado vira estoque.
→ Boa prática: medir o uso, fechar o ciclo com ações e revisar impacto.
Gerenciar os 5 V’s é combinar tecnologia e método para que dados virem decisão com escala, rapidez e confiança.
O caso de uso define o nível de atualização, o padrão de qualidade e o quanto faz sentido investir em processamento.
Para Volume, priorize armazenamento escalável e processamento distribuído. Neste caso, é válido recorrer a soluções como Hadoop que opera dados em clusters. Por outro lado, Apache Spark é útil para acelerar transformações com computação em memória.
Para Velocidade, Spark sustenta pipelines mais frequentes e pode compor fluxos contínuos quando a decisão depende de tempo.
Para o tratamento de Variedade, bancos NoSQL (não relacionais) e um lago de dados (data lake) acomodam formatos estruturados, semiestruturados e não estruturados.
Já para Veracidade e Valor, um armazém de dados (data warehouse) consolida dados tratados para indicadores consistentes. E um data lakehouse (modelo híbrido) reduz a separação entre exploração no lake e consumo analítico quando inteligência de negócios (BI) e modelos precisam coexistir.
Neste âmbito tecnológico, é fundamental ter em mente que a governança sustenta a Veracidade e protege o Valor.
Por isso, é recomendável definir donos por domínio (cliente, produto, pedido), SLAs de atualização e métricas de qualidade (completude, duplicidade, defasagem). Em seguida, implementar catalogação (metadados e dicionário) e linhagem (origem e transformações) para reduzir ambiguidade e acelerar auditorias.
Para evitar deriva entre sistemas, vale padronizar um plano único de coleta e convenções de nomenclatura; além disso, automatizar checagens e alertas para bloquear violações na ingestão. Por exemplo, se um evento de checkout muda de nome, a validação interrompe a carga e dispara a correção.
O ciclo de governança fecha com segurança: acesso mínimo necessário, segregação de ambientes, criptografia em repouso e em trânsito, mascaramento de dados pessoais e trilhas de auditoria, alinhadas à LGPD.
→ Dê o play no vídeo a seguir e confira um debate de alto nível sobre a importância dos dados nos negócios:
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