Inteligência de Mercado: o que é e quais são as inovações da área

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Entender o que é inteligência de mercado é fundamental para se manter competitivo no cenário digital. Afinal, ao mapear e antecipar tendências de concorrentes e consumidores, ela cumpre uma função estratégica, provendo análises que ajudam na tomada de decisão dos diversos departamentos de uma empresa.

Sua relevância cresce a cada dia porque, nas últimas décadas, houve um acirramento da competitividade entre as marcas. Assim, a inteligência de mercado foi rapidamente incorporada às organizações dos mais diversos segmentos.

Hoje é impensável para uma empresa de grande porte não ter profissionais dedicados a fazer análises do mercado. Especialmente porque, com a era dos dados, aumentaram as variáveis e os riscos aos quais uma companhia pode estar exposta.

Em uma pesquisa realizada pela IBM, 72% dos executivos ouvidos afirmaram que suas organizações estarão suscetíveis à ameaças de disrupções provocadas pelo mercado digital nos próximos três anos.

Dessa forma, preparamos este conteúdo para explicar melhor o que é inteligência de mercado, qual seus objetivos e indicadores, além de como implementá-la em um negócio. Vem com a gente!

Como surgiu a Inteligência de Mercado? Uma breve história sobre a área

O conceito apareceu pela primeira vez na década de 1950. Hans Peter Luhn, um renomado pesquisador da época, escreveu um artigo chamado “A Business Intelligence System“, em que já abordava situações como a captação de dados por meio de recursos de automação.

Entretanto, a ideia se popularizou apenas nos anos de 1980, com a difusão da era da informação digital. Dessa forma, os dados passaram a ser mais valorizados em função de já haver, nessa época, uma maior capacidade de processamento. 

Por isso, as primeiras disciplinas sobre dados, como engenharia da informação e modelagem, também foram desenvolvidas nessa época. Desde então, muitas portas se abriram para as empresas e os profissionais envolvidos na área.

O que é inteligência de mercado?

De acordo com os pesquisadores norte-americanos Solomon Negash e Paul Gray, inteligência de mercado são “sistemas que combinam coleta e armazenamento de dados, com gerenciamento de conhecimento e análises, para fornecer informações aos tomadores de decisão, com o objetivo de melhorar a pontualidade e a qualidade desse processo”.

Já a Forrester Research, define o termo como:

“Um conjunto de metodologias, processos, arquiteturas e tecnologias que transformam dados brutos em informações significativas e úteis, usadas para permitir insights e tomadas de decisões estratégicas, táticas e operacionais mais efetivas”.

Mas, resumindo, o que é inteligência de mercado e o que ela faz? Ela representa um sistema tecnológico que promove relatórios em tempo real com alerta analítico, a partir de métodos que unem dados internos e externos, primários e não estruturados.

Portanto, a partir daí, é possível ter insights sobre estratégias da concorrência, vendas, público-alvo e o mercado em geral, ajudando a melhorar o desempenho da empresa.

A inteligência de mercado na era dos dados

Grande matéria-prima da inteligência de mercado, os dados são a nova commodity mais valiosa do mundo. Isso porque eles crescem em volumes impressionantes: são 2,5 milhões de terabytes de dados novos a cada dia.

Por outro lado, entre 60% e 73% das informações das empresas não entram em seus analytics. O que isso indica? Que cruzar uma enorme quantidade de dados para gerar insights de valor não é algo trivial.

O trabalho de inteligência de mercado deve gerar impactos positivos para o negócio. Mas, para isso, é fundamental que esteja sempre atualizado com as tecnologias e métodos mais modernos.

Como funciona a inteligência de mercado?

Atualmente há quatro inovações que estão revolucionando a inteligência de mercado. Isso porque reduzem bastante toda a complexidade envolvida no trabalho dos profissionais da área. 

A seguir, vamos apresentar cada uma delas para que você entenda o funcionamento dessa vertente de trabalho.

1- Inteligência de mercado: a relevância da descentralização

A dúvida entre ter um sistema centralizado ou descentralizado de gestão dos dados é comum nas empresas. Mas as que decidem pela primeira opção têm encontrado alguns desafios em comum.

O motivo é muito simples. Como vimos, o volume de dados que precisa ser analisado, tanto externos quanto internos, é muito grande.

Por isso, concentrar a armazenagem e o fornecimento de dados em um único departamento – geralmente de tecnologia da informação (TI) – é um processo de difícil execução, que pode levar meses até ser concluído.

Como resultado, áreas estratégicas da companhia não conseguem receber análises na velocidade que demandam.

Já em organizações com uma gestão de dados descentralizada, as áreas de Inteligência de Mercado conseguem modelar uma solução que resolva as demandas das unidades ou setores do negócio de forma mais rápida e fácil. Isso porque cada área tem acesso ao que é prioritário para seus processos.

Assim, os resultados são obtidos com mais eficiência, e menor esforço operacional. Com o benefício adicional de que a relação entre os departamentos estratégicos e a TI se torna muito mais colaborativa.

Para alguns especialistas, um modelo híbrido também pode funcionar. Nesse caso, as empresas teriam um analytics descentralizado, mas com uma política de governança dos dados centralizada, por exemplo. O que sempre deve ser evitado são os processos que não permitem entregas rápidas.

2- Independência das áreas de negócio

Modelos engessados, que burocratizam processos, se tornaram extremamente nocivos para qualquer companhia que deseja ter competitividade empresarial na era dos dados.

A saída que as empresas têm encontrado para dar respostas rápidas à volatilidade dos mercados é dar mais independência às suas gerências e departamentos. Com mais autonomia, as áreas de Inteligência de Mercado ganham flexibilidade para gerir os dados de que necessitam.

Logo, alavancam sua capacidade de apoiar os setores e unidades de negócio. E quanto maior esse apoio, mais assertivas e estratégicas serão as diferentes divisões de uma companhia.

3- Inteligência de mercado com cultura ágil

Fundada por lideranças da indústria de software, a cultura ágil nasceu de um manifesto divulgado em 2001. Desde então, tem sido amplamente utilizada por empresas de tecnologia e startups.

Mas isso não significa que não possa ser empregada também em corporações de segmentos mais tradicionais. Cada vez mais, companhias de todos os portes e setores adotam a cultura ágil em busca dos vários benefícios que ela é capaz de prover.

A essência dessa prática é o foco em entregas rápidas, orientadas aos valores mais urgentes da organização. Nada de priorizar atividades que ficarão “em estoque”.

Outra característica dos métodos ágeis é promover interações mais intensas entre membros dos times.

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Os profissionais, por sua vez, devem ser capazes de responder rapidamente às mudanças e absorver feedbacks constantes. Por trás de tudo isso, está o objetivo central de garantir a satisfação do usuário ou consumidor do negócio.

As áreas de inteligência de Mercado que mudaram seu mindset para a cultura ágil já conseguem perceber benefícios importantes.

Com menos tempo perdido na elaboração minuciosa de projetos e planejamentos detalhados de longo prazo, as equipes ganham mais velocidade para identificar movimentos do mercado e da concorrência.

Isso pode ajudar, por exemplo, a empresa a lançar um produto no mercado antes dos competidores.

Há, ainda, a vantagem de identificar mais rapidamente gargalos e problemas de escopo e especificação em projetos e estratégias, reduzindo seus riscos.

4- Big Data + ciência de dados na inteligência de mercado

Por fim, há outra inovação que está revolucionando as áreas de inteligência de mercado. São as soluções que combinam Big Data e ciência de dados para facilitar a geração de insights.

Durante muito tempo profissionais de IM se viram afogados em um oceano de informações. Eles perdiam muitas horas de trabalho no esforço de tentar organizá-los de forma manual, ou com softwares muito limitados.

Mas as áreas de IM mais modernas estão superando esse desafio a partir do uso de soluções que integram dados internos da empresa com informações do mercado, de forma automatizada e na nuvem.

Com menos tempo gasto em atividades operacionais, conseguem entregar relatórios de alto impacto para o negócio, e consequentemente aumentam tanto a performance quanto a visibilidade interna da área.

Resumindo… Como implementar a inteligência de mercado no seu negócio?

A inteligência de mercado assumiu, nos últimos anos, um papel fundamental dentro das empresas por fornecer insights estratégicos sobre concorrentes, consumidores e o mercado em geral. A eficiência dessa área está diretamente relacionada à sua capacidade de cruzar e interpretar dados com confiabilidade e rapidez.

A descentralização e a maior autonomia das áreas de negócio, alinhadas à uma cultura ágil, têm possibilitado à inteligência de mercado identificar tendências com mais velocidade e precisão, auxiliando a tomada de decisão de departamentos estratégicos, como a comunicação empresarial.

Outro alavancador da área tem sido as soluções de Big Data e data science. Elas organizam e cruzam dados internos e externos, tirando dos profissionais de Inteligência de Mercado o fardo de ter que fazer manualmente esse trabalho.

Gostou do conteúdo? Aprendeu o que é inteligência de mercado? Para mais informações sobre a nova era dos dados, continue acompanhando o conteúdo do nosso blog. Até a próxima!

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* Texto de coautoria da jornalista Rafaela Siqueira.



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