Dados externos e internos: estruture a sua inteligência de mercado

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Tempo de leitura: 4 min

Você vai ler sobre:

  • a importância de captar apenas dados relevantes para o objetivo;
  • a diferença entre dados externos e internos;
  • como combiná-los para melhorar o posicionamento do negócio.

Em 2020, a produção de dados girou em torno de 40 trilhões de gigabytes, segundo a Gartner. Isso mostra que a expansão da transformação digital nos negócios levou a um ritmo impressionante de geração de novas informações nesse período.

Isso pode justificar o fato de que, até 2023, estima-se investimentos de 8,5 bilhões de dólares em Big Data, segundo pesquisa da Embratel. O Brasil lidera com a maior parte desse valor (46,7% do total).

Certamente esse volume de dados e toda a atenção em torno deles causa um grande impacto sobre os analistas de mercado. Porém, nem tudo o que vem nessa grande nuvem de informações importa para todas as camadas do mundo corporativo. 

Por isso, para estruturar melhor a sua inteligência de mercado, primeiro selecione quais dados externos e internos são estratégicos e eficazes nos diferentes níveis de tomadas de decisão. Isso porque o que é essencial para a staff, nem sempre é importante para o departamento comercial, por exemplo. 

No entanto, antes de saber quais deles ajudam a gerar mais insights na sua empresa, procure entender a diferença entre eles e como cada um contribui para os objetivos do negócio

Dessa forma, fica mais fácil usar os dados de forma eficaz para melhorar o desempenho do seu time. Então, se você quer descobrir as respostas para as dúvidas acima, continue lendo!

Por que diferenciar os tipos de dados da sua empresa?

Trabalhar com dados ainda é um desafio em algumas empresas. Então, é comum que alguns times tenham inseguranças para lidar com eles.

Isso porque, como esse material é gerado diariamente, forma um volume grande que pode demandar tempo e uma equipe só para analisá-lo. Portanto, você deve priorizar o que realmente ajuda a empresa a alcançar um objetivo ou meta específicos. 

Diferenciar os tipos de dados é o primeiro passo para criar filtros de acordo com as necessidades da companhia. A partir daí, tem início o processo de armazenamento. Em seguida, os mesmos passam por um tratamento.

Há várias formas de diferenciá-los. Uma delas é classificá-los para potencializar o uso e a combinação deles em departamentos e estratégias de mercado.

Assim, os internos dão uma visão panorâmica e detalhada da empresa, identificando seus problemas desde a raiz. Os dados externos, por sua vez, podem orientar estrategicamente e até comercialmente o negócio. Vamos, então, distingui-los mais a fundo?

O que são dados externos?

São aqueles que vêm de pesquisas e análises externas ao negócio. Tratam do mercado global ou o segmento de que a empresa faz parte. Esses dados podem ser coletados e processados a partir de fontes contratadas pelos gestores ou terceirizadas.

Com eles, dá para descobrir informações sobre:

  • mudanças no setor;
  • comportamento do consumidor;
  • as estratégias dos concorrentes;
  • novas oportunidades de negócio;
  • como se posicionar melhor no mercado.

Junte essas possibilidades com a rotina corporativa cada vez mais ligada à internet e apps de serviços diversos. Entende, então, como as tecnologias têm sido o braço direito dos negócios? Elas permitem a coleta, o armazenamento e o processamento de dados externos.

Por isso, para estruturar a área de Inteligência de Mercado, vale investir corretamente em ferramentas, softwares e estratégias data driven que ajudem a lidar com os desafios do negócio de diversas formas. 

Para aprimorar a inteligência competitiva, por exemplo, você pode acessar notícias do mercado, informações sobre concorrência, entre outros.

A tecnologia permite ir além da captação de dados. Sendo assim, dá para analisar essas informações em tempo real e, então, gerar insights mais rápidos. 

E o que são dados internos?

Como o nome já sugere, eles levam esse nome pois vêm de uma coleta interna. Também podem ser considerados dados primários. CRM e ERP, por exemplo, são ferramentas que os armazenam e organizam.

São dados internos informações de:

  • clientes;
  • funcionários;
  • fornecedores;
  • estoque;
  • colaboradores;
  • relatórios de gestão, financeiros, de RH, entre outros.

Portanto, ao conhecer os dados internos da sua empresa, você consegue trabalhar com eles para:

  • lançar estratégias de aumento de produtividade e lucratividade;
  • reduzir danos;
  • diminuir a rotatividade de funcionários;
  • melhorar as práticas da rotina corporativa;
  • prever demandas organizacionais.

Como fazer uso dos dados externos e internos na sua empresa?

Sob a ótica da inteligência de mercado, tanto dados externos quanto internos podem melhorar o posicionamento do negócio em seu ramo de atuação. Eles podem ser combinados para traçar estratégias de marketing, comunicação, vendas, atendimento, entre outros. 

Quer alguns exemplos? Essa combinação ajuda a:

  • mapear os padrões de consumo do público e da entrega do negócio;
  • analisar as operações da concorrência comparadas ao modelo de produção do time interno;
  • ir além de dados externos para desenhar perfis demográficos do público da companhia.

Portanto, use os dados internos do seu CRM para compreender melhor o consumo do seu produto ou serviço.

Afinal, a inteligência de mercado também usa dados para processar informações mais subjetivas, desejos, expectativas e as preferências de quem consome ou não o que uma empresa oferece. 

Resumindo

Dentro da transformação digital, a inteligência de mercado é, então, um recurso necessário para empresas de todo porte e segmento.

Sabendo disso, cabe as empresas saber diferenciar os tipos de dados extraídos para analisá-los da forma certa.

Vimos que os externos vêm de pesquisas e análises do mercado global ou do segmento de que a empresa faz parte. Portanto, eles ajudam muito a traçar novas estratégias a partir de uma visão sem achismos do mercado e do público.

Enquanto isso, os internos são aqueles coletados pela própria companhia. Isso quer dizer que o uso deles terá como ponto de partida a performance da organização em diversos aspectos.

Concluímos que ao levantá-los, as empresas então percebem o poder de informações coerentes e confiáveis para traçar um plano com uma boa equipe e verba de modo acertado.


Sobre a Cortex

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