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Aprenda a fazer um relatório de comunicação eficiente

Escrito por Cortex | Jan 30, 2026 12:00:00 PM

Um relatório de comunicação eficiente não é algo simples de se fazer. Especialmente porque essa área lida, na maior parte do tempo, com ativos intangíveis, o que dificulta a demonstração de resultados quantitativos.

Que seja complexo, não significa que deva ser complicado! Pelo contrário, cada vez mais integrados às estratégias de negócios, os comunicadores organizacionais podem – e devem – quantificar o retorno sobre os investimentos (ROI) realizados na área.

Agora, o que compõe um bom relatório de comunicação? Como estruturá-lo? Quais ferramentas usar para obter, analisar e organizar as informações a serem expostas?

Essas são as perguntas que respondemos ao longo deste artigo, sob a seguinte organização de tópicos:

O que é um relatório de comunicação?

Um relatório de comunicação normalmente reúne informações qualitativas e quantitativas sobre resultados alcançados por essa área. Ele pode reportar ações pontuais ou mais abrangentes, conforme os retornos que se quer demonstrar.

Destinado à liderança imediata ou da alta hierarquia da empresa, é um documento essencialmente analítico. Por isso, deve conter dados que ampliem a visão de quem o está observando. 

Além disso, precisa ser pensado tendo um observador específico em mente. Um decisor, alguém que se quer convencer a agir ou para quem se está justificando investimentos, por exemplo. 

Também é interessante pensar o relatório de comunicação como algo que foge um pouco do tradicional. Afinal, executivos de negócios esperam da Comunicação maneiras inovadoras de dialogar, especialmente em termos de conteúdo e visual.

→ Dê o play no vídeo a seguir e entenda o que as empresas esperam de seus comunicadores, inclusive no que diz respeito a demonstração de resultados da área:

Por que um relatório de comunicação é essencial para a gestão estratégica?

Como documento que registra e analisa as atividades, estratégias e resultados de iniciativas comunicacionais, o relatório de comunicação é indispensável. Ele dá à liderança e aos operadores da área a real dimensão dos alcances e dos pontos de atenção.

Além disso, bons relatórios de comunicação servem à gestão do negócio como um todo. Sobretudo quando fornecem insights acionáveis, insumos que amparam decisões estratégicas. Isso no âmbito do gerenciamento de marca, mas também sobre tendências de opinião pública, comportamento dos stakeholders, avaliações competitivas, e assim por diante.

Dentro disso, vale destacar o papel dos relatórios de comunicação na sustentação de prioridades, orçamento e decisões de posicionamento. Isso porque eles, entre outras frentes, padronizam comparações por período e por canal. 

No detalhe, com reports bem estruturados, a área contribui para que o negócio eleve a eficiência e o tempo de resposta. Por exemplo, em potenciais crises ou mesmo em crises já instaladas. 

Esses benefícios culminam na aproximação da Comunicação com o topo da organização. Isso é cada vez mais demandado:

  • No seleto grupo das companhias listadas na Fortune 500, mais de 51% dos executivos da área dizem integrar o comitê executivo; 47% reportam diretamente ao CEO, aponta estudo da Korn Ferry.

Do ponto de vista de governança, o relatório de comunicação organiza prestação de contas com regularidade. Ele documenta o que foi feito, com critérios, fontes e limites de leitura. Com isso, reduz subjetividade e aumenta auditabilidade. Também facilita o diálogo com Jurídico, Compliance, RH e demais departamentos.

Qual é a estrutura recomendada do relatório de comunicação?

Confira, a seguir, algumas frentes que devem ser consideradas na hora de desenvolver um relatório de comunicação.

Contexto e objetivos

A pergunta que envolve todo e qualquer relatório é: “o que queremos demonstrar?”. Ou seja, é preciso ter objetivos claros para reunir informações em um documento de apresentação de resultados. 

Com isso em mente, buscar os dados quantitativos e/ou qualitativos fica muito mais fácil. Além do mais, evita-se a análise de informações que não geram insights acionáveis – as chamadas de “métricas de vaidade”.  

Indicadores e métricas

Para que os resultados apontados no relatório de comunicação sejam coerentes, é preciso partir de medidas de mensuração. Quando qualitativas, elas são chamadas de indicadores; já, quando quantitativas, recebem o nome de métricas.

Em linhas gerais, os resultados em Comunicação Corporativa são divididos em alguns tópicos macro. Confira, a seguir, quais são eles e quais métricas e indicadores são úteis para mensurá-los.

Reputação da marca

Exemplos:

  • Índice de Promoção de Marca (IPM): relacionada à reputação da empresa perante seus públicos;
  • Valoração: quanto uma marca investiria em publicidade para impactar a mesma quantidade de pessoas que as mídias espontâneas estão atingindo. 
  • Share of Voice: fatia correspondente às menções à marca em relação ao ambiente competitivo em que a empresa está inserida. 

Diálogo interno

Exemplos: 

  • Taxa de retenção de funcionários, ou índice de avaliação de rotatividade (turnover).
  • Taxas de abertura/cliques dos e-mails com comunicados aos colaboradores.
  • Interação: volume de respostas em pesquisas de funcionários e formulários de feedback, entre outros.
  • Índice de participação em eventos da empresa.

Relacionamento com fornecedores e parceiros de negócios

Exemplos:

  • Engajamento: envolvimento dos públicos com a marca nos ambientes digitais, por exemplo.
  • Impacto das ações comunicacionais, normalmente medido por meio de taxas de abertura e respostas de e-mails, acesso aos sites e redes sociais ou em pesquisas de opinião por amostragem.

Apoio à estratégia comercial:

Exemplos:

  • Taxa de leads qualificados por meio de ações de comunicação.
  • Conversões de vendas: volume de leads que se transformam em clientes ou que se engajam nas ações determinadas em uma campanha de comunicação (baixar um material ou responder a uma pesquisa, por exemplo). 

Recomendações de ações com base nos dados

Com os parâmetros analíticos bem definidos, um passo importante é realizar análises qualificadas. Elas podem ser:

  • Descritivas, minerando grandes contingentes de dados e detectando, por exemplo, onde e quando a marca foi mencionada dentro do período selecionado;
  • prescritivas, inferindo as consequências geradas pelas ações e campanhas comunicacionais, bem como olhando para a concorrência;
  • diagnósticas, entendendo o peso de que cada iniciativa, projeto e campanha empreendida pelos profissionais de Comunicação;
  • e preditivas, entendendo se o tempo e o dinheiro aplicados atualmente na área trará resultados para o negócio no futuro.  

A partir das análises realizadas, deve-se inserir no relatório de comunicação recomendações acionáveis. Elas, bem amparadas por dados, vão fornecer insumos para decisões estratégicas para a área do executivo destinatário.   

Hierarquia da informação

Nunca é demais lembrar que um relatório de comunicação deve ser objetivo e de fácil entendimento. Dentro disso, não se pode perder de vista a hierarquização das informações.

Uma boa dica é partir dos dados mais relevantes para aqueles que dão respostas adicionais. 

Conteúdo narrativo com recursos visuais e acessibilidade

Por fim, um bom relatório de comunicação não é um mero compilado de texto e dados estatísticos. Pelo contrário, deve ser agradável a quem o está analisando. Inclusive para que as mensagens sejam melhor compreendidas e assimiladas.

Recomenda-se o uso do método Data Storytelling que, em síntese, facilita a estruturação de dados numéricos em forma de infográficos e anedotas. Ou seja, a transformação de dados “duros” em histórias/narrativas de fácil compreensão. 

Métricas e indicadores por canal: quais as principais e como apresentá-las no relatório de comunicação?

A forma mais consistente de evitar relatórios genéricos é organizar a mensuração por canal e por camada de análise. Na prática, isso significa separar volume e alcance, qualidade do contato e efeitos no comportamento ou na percepção. 

Além disso, deve-se comparar as métricas e os indicadores com metas, histórico e concorrência. Afinal, números isolados raramente explicam algo.

Com isso em mente, confira, a seguir, alguns exemplos.

Mídia e imprensa

  • Volume: matérias, menções, amplitude por praça e por editoria.
  • Qualidade: relevância do veículo, destaque (título, chamada, citação), presença de porta-voz e aderência a mensagens-chave.
  • Percepção e risco: tom, recorrência de temas sensíveis e concentração de menções negativas por assunto.
  • Competição: participação de voz (share of voice) e evolução do saldo positivo versus negativo no período.

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Redes sociais

  • Exposição: alcance, impressões e frequência (quantas vezes a pessoa foi impactada).
  • Interação: taxa de engajamento, compartilhamentos, comentários com conteúdo e salvamentos.
  • Tráfego e ação: taxa de cliques (CTR) para ativos estratégicos (site, sala de imprensa, páginas de destino) e conversões assistidas.
  • Eficiência (quando há investimento): custo por mil impressões (CPM) e custo por clique (CPC).
  • Escuta: volume de menções, temas emergentes, sentimento e tempo de resposta em interações críticas.

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Site e blog

  • Demanda: usuários, sessões e origem do tráfego (orgânico, referência, redes, direto).
  • Consumo: tempo médio, profundidade de rolagem e páginas por sessão.
  • Confiança: conteúdos citados por terceiros e links externos (backlinks) gerados por pautas relevantes.
  • Resultado: downloads, inscrições, formulários e outras ações definidas como conversão.

E-mail marketing

  • Saúde da base: entregabilidade, crescimento líquido e descadastros.
  • Interesse: taxa de abertura e taxa de cliques.
  • Efetividade: taxa de cliques por abertura (CTOR) e desempenho por segmentação (investidores, imprensa, clientes, colaboradores).

Como adaptar o relatório para diferentes públicos?

Um relatório de comunicação ganha tração quando “encaixa” no tempo, nas responsabilidades e no tipo de decisão de quem lê. Por isso, em vez de um documento único e longo, trabalhe com uma mesma base de dados e três camadas de leitura: síntese executiva, análise gerencial e anexo operacional. 

Esse formato reduz retrabalho e evita ruído, pois cada público recebe o nível de detalhe que consegue absorver.

Antes de adaptar, responda a três perguntas: qual decisão este público precisa tomar, qual risco ele precisa enxergar cedo e qual ação ele pode destravar agora. A partir daí, você ajusta a linguagem, profundidade e forma de visualização.

Relatório de comunicação para o C-Level

No C-Level, o relatório de comunicação precisa caber em poucos minutos. 

Priorize 3 a 5 indicadores-mestre, com série histórica e leitura de tendência. Em seguida, traduza impacto em termos de negócio: risco reputacional, exposição favorável versus desfavorável, temas que pressionam stakeholders e oportunidades de agenda.

Aqui, a recomendação vale mais do que a descrição. Então, traga um bloco curto com: o que mudou, por que mudou, o que fazer e o que pode acontecer se nada mudar. Quando fizer sentido, inclua comparação com concorrentes ou pares, para contextualizar a performance.

→ Formato sugerido: uma página de síntese, com um “semáforo” de riscos e prioridades – detalhamento fica como anexo.

Relatório de comunicação para a diretoria

A diretoria costuma precisar de contexto para governança e priorização. Logo, além dos indicadores, inclua a narrativa: objetivos do período, iniciativas executadas, aprendizados e trade-offs. 

Conecte a comunicação aos objetivos corporativos e a projetos em andamento, para apoiar decisões de orçamento, agenda e posicionamento.

Funciona bem organizar por frentes estratégicas (reputação, imprensa, canais proprietários, comunicação interna, crise, relacionamento com stakeholders). Em cada frente, mostre: resultados, fatores que explicam o desempenho e plano do próximo ciclo. 

→ Esse público também se beneficia de um quadro de dependências com outras áreas.

Relatório de comunicação para a equipe

A equipe precisa de um relatório acionável para a operação. Portanto, desça o nível: desempenho por canal, qualidade de entrega, cadência, gargalos e testes. 

Use definições claras de métricas e critérios de coleta, para evitar discussões sobre o número e manter foco na execução. E feche com uma lista objetiva: ações da próxima quinzena ou mês, responsáveis e critérios de sucesso. 

→ Se houver muitos materiais, incorpore anexos com exemplos, prints e registros, mantendo o corpo principal limpo e legível. 

Como aproveitar tecnologia e automação na construção de relatórios de comunicação?

Para garantir precisão e produtividade na elaboração de um relatório de comunicação, é fundamental que os profissionais da área contem com tecnologia e capacidade de análise de dados

Para garantir precisão e produtividade na elaboração de um relatório de comunicação, é fundamental contar com tecnologia e capacidade de análise de dados. Logo, a área precisa de uma ferramenta de inteligência de comunicação, preferencialmente com Inteligência Artificial, ciência de dados e capacidade de lidar com grandes volumes de informação.

Dessa forma, vão ter à disposição dashboards que facilitam a visualização dos dados e a geração de insights para decisões ágeis e acertadas em termos operacionais, analíticos, táticos e estratégicos.

Consequentemente, poderão elaborar relatórios da área a partir de dados sempre atualizados e confiáveis. E mais: sem precisar lidar com várias planilhas de Excel; fazendo uso tático da automatização. 

Coleta e integração de dados: menos retrabalho, mais rastreabilidade

Quanto à automação, ela começa antes do relatório; na forma como se coleta e integra dados de imprensa, redes sociais, canais proprietários e iniciativas de comunicação.

Nessa frente, o diferencial é padronizar uma taxonomia mínima de leitura: temas, pilares, stakeholders, porta-vozes, territórios, campanhas e concorrentes.

Em seguida, vale transformar essa taxonomia em “campos obrigatórios” de análise. Assim, cada menção relevante já entra classificada, o que permite comparações consistentes ao longo do tempo. Isso dá rastreabilidade para responder “o que mudou” e “por que mudou”, sem reconstruir o histórico a cada ciclo.

Automação do relatório: do “compilado mensal” ao fluxo contínuo de gestão

É importante ter em mente que automatizar é muito mais que “exportar um PDF”. É criar um fluxo: painéis sempre atualizados, alertas acionáveis e visões diferentes para públicos diferentes, sem duplicar trabalho. 

Uma boa automação também registra parâmetros, filtros e janelas de análise. Ela reduz discussões improdutivas sobre recorte.

Além disso, a tecnologia permite transformar dados em leitura orientada à ação. 

Picos, causas prováveis, correlações e lacunas de cobertura são identificados com mais velocidade. Isso resulta em um relatório que conversa com governança. Basicamente, risco, reputação, concorrência e impacto no negócio, com cadência e comparabilidade.

O que automatizar, na prática, para ganhar competitividade

  • Atualização automática de painéis por tema, stakeholder e campanha.
  • Alertas em tempo real para picos de menções e temas sensíveis.
  • Comparativos com concorrentes por canal e por narrativa.
  • Gatilhos para destacar anomalias, não só médias do período.
  • Versões executivas e operacionais geradas a partir do mesmo núcleo de dados.
  • Registro de parâmetros para auditoria e governança de informação.

Aproveite a solução da Cortex para gerar relatórios que falam a língua dos executivos C-Level

Você já conhece a plataforma Cortex Brand? Ela é usada pelos times encarregados de gerir o diálogo das companhias mais bem-sucedidas com o mercado. 

É uma ferramenta robusta que utiliza agentes de IA para analisar, mensurar e comprovar o impacto da comunicação nos resultados do negócio. Além disso, trabalha com um conjunto amplo de indicadores e oferece alertas para apoiar decisões rápidas. Dessa forma, tira os reports de comunicação do modo artesanal.

Neste software, estão disponíveis:

  • dashboards dinâmicos que facilitam a visualização dos dados e a geração de relatórios que amparam decisões ágeis e acertadas nos âmbitos operacionais, táticos e estratégicos;
  • alertas e avisos automáticos nos momentos certos, para que sejam iniciadas ações para reparação de problemas ou aproveitamento de oportunidades;
  • parametrização de indicadores e métricas que permitem análises comparativas dos resultados, inclusive em relação à concorrência;
  • dados e funcionalidades que ajudam a traçar planos de ação e, caso necessário, readequar o curso deles com agilidade e em tempo hábil.

Confira, a seguir, uma série de maneiras de obter relatórios com alta acuracidade usando a solução Cortex.

Monitoramento da exposição da marca em tempo real

Em poucos cliques, monte um dashboard com a real dimensão de como a imprensa e as redes sociais estão falando da sua empresa. Além disso, veja como a concorrência está performando na mídia profissional e no debate coletivo online.

Acompanhamento da reputação corporativa com KPIs 

Monitore como cada pilar estratégico, veículo midiático, influenciador ou líder de opinião impacta na imagem da companhia. Isso tendo métricas e indicadores que realmente amparam análises profundas e dimensionam resultados concretos. 

Realização de benchmarking competitivo

Tenha parâmetros e informações atualizadas para ver o que concorrentes e pares da sua empresa estão fazendo em termos comunicacionais. Dessa forma, seus relatórios terão ainda mais amplitude. 

Medição e comprovação de resultados

Veja como cada iniciativa da área performa tendo o planejamento estratégico como eixo fundamental. 

Antecipação das tendências de mídia e às bolhas de informação

Crie relatórios prescritivos com o radar da plataforma para as tendências midiáticas. Além disso, decifre a movimentação das bolhas de informação e ideologia que podem impactar negativamente a empresa – ou revelar oportunidades de ampliação do diálogo. 

Quais são as boas práticas de storytelling e visualização de dados úteis para relatórios de comunicação?

Um relatório de comunicação precisa contar uma narrativa (storytelling) guiada por decisão. 

Para isso, é recomendável começar pelo que o leitor precisa concluir. Em seguida, selecionar só os dados que sustentam essa conclusão. Assim, evita-se um documento “catálogo”; entrega-se direção.

Vale a pena estruturar cada bloco com a mesma lógica: pergunta → evidência → interpretação → implicação → recomendação. Além disso, contextualizar sempre com comparação.

Use meta, período anterior e concorrência – sem isso, o dado é curiosidade; com isso, vira argumento.

Na visualização, é recomendado escolher o gráfico pelo tipo de mensagem. Dentro disso, tendência pede série temporal; distribuição pede barras ou faixas; relação pede dispersão, com cautela. 

Evite formatos “decorativos”. Prefira clareza, escala coerente e rótulos diretos. E sempre nomeie o gráfico com a conclusão, não com o tema.

Para tornar a leitura fluida, outra boa prática é aplicar essas três regras simples:

  • Uma mensagem por gráfico, sem excesso de variáveis.
  • Anotações curtas destacando viradas, picos e causas prováveis.
  • Hierarquia visual: título informativo, número-chave em destaque e detalhes no rodapé.

Por fim, é fundamental tratar a acessibilidade como requisito. 

Use contraste adequado e tipografia legível – não dependa só de cor para diferenciar categorias. Ademais, inclua legendas claras e, quando necessário, padrões ou rótulos. 

Se houver versões em PDF, teste em tela e impressão. Assim, o relatório fica mais convincente, mais rápido de ler e mais útil para orientar decisões.

Erros mais comuns ao construir um relatório de comunicação: quais são e como evitá-los?

Veja agora os equívocos a serem evitados na hora de estruturar relatórios de comunicação.

Começar sem perguntas de negócio (e terminar sem resposta)

Quando o relatório nasce sem um “o que precisamos demonstrar?”, ele tende a ser um mero inventário. Portanto, abra com 3–5 perguntas objetivas. Em seguida, selecione só os dados que respondem a elas.

Confundir atividade com impacto

Listar clipping, posts e eventos não prova resultado. Por isso, conecte cada entrega a um efeito observável. Exemplo: evolução de percepção, mudança de tom, redução de ruído, engajamento qualificado.

Ignorar o público do relatório

Um único documento “para todo mundo” tende a falhar. Assim, preserve uma síntese executiva no topo. Depois, aprofunde por anexos e camadas, conforme diretoria e equipe precisam.

Não deixar claros recortes e metodologia

Sem explicar fontes, período, critérios de coleta e regras de classificação, o relatório perde a governança. Logo, explicite: o que entrou, o que ficou fora e como cada indicador foi calculado.

Apresentar números sem contexto comparativo

Números soltos não orientam decisão. Portanto, traga tendência (série histórica), comparação com períodos equivalentes e, quando fizer sentido, referência competitiva.

Excesso de informação e visualização confusa

Quando tudo é destaque, nada é prioridade. Assim, hierarquize: 3 achados principais, 5 evidências e 3 implicações. Além disso, use gráficos simples, legendas claras e consistência de escalas.

Encerrar sem recomendações acionáveis

Relatório que não inspira plano vira arquivo. Então, feche com decisões sugeridas, responsáveis, prazos e riscos de não agir. Isso transforma análise em gestão. 

FAQ – Perguntas frequentes sobre relatórios de comunicação

Elabore um relatório de comunicação à altura dos resultados alcançados pela área  

Chamada à mesa de discussões estratégicas nas empresas modernas, a área de Comunicação precisa demonstrar com clareza os resultados que consegue alcançar. Para tal, a elaboração de bons relatórios é fundamental.

Conforme refletimos ao longo deste texto, para criar este tipo de documento é importante partir de objetivos claros e ancorar as afirmações em métricas e indicadores que as quantifiquem e qualifiquem. Ademais, ter o amparo da tecnologia – sobretudo para garantir precisão e agilidade.

Conseguimos te mostrar para que serve e como fazer um bom relatório de comunicação? 

Sobre a Cortex

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