Planejamento de clipping de notícias: saiba fazer usando dados a seu favor

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Você sabe como fazer um planejamento de clipping de notícias com inteligência de dados? Atualmente, a tradicional ferramenta de comunicação empresarial com a imprensa continua em vigor e foi aprimorada por tecnologias de data science.

Com o advento da internet e da inovação tecnológica, pensou-se que o clipping de notícias estava com seus dias contados, principalmente quando começaram a surgir os mecanismos de busca online. Mas, apesar disso, ele continua importante.

Portanto, neste conteúdo, explicaremos como fazer o planejamento de clipping de notícias com análise de dados, além de contar um pouco sobre as transformações que a prática sofreu com o passar dos anos.

O que é clipping de notícias?

Para entender o que é clipping de notícias e como a ferramenta funciona hoje em dia, vamos começar falando um pouco sobre seu surgimento.

De um compilado de cortes e colagens, o clipping acabou se transformando em uma ferramenta de inteligência de mercado. Para começar a contar sobre essa evolução, vamos voltar no tempo uns 20 anos.

Na década de 1990 e início dos anos 2000, o planejamento de um clipping de notícias dependia, literalmente, de um trabalho manual de corte e colagem. Dessa forma, pessoas encarregadas pela sua produção praticamente faziam um trabalho de scanner.

Sem necessariamente ler o que viam, olhavam todos os jornais e revistas da época, até encontrarem as marcas, citações ou nomes dos clientes que buscavam. Além disso, esses “clipadores” começavam seus trabalhos bem cedo, por conta do grande volume de notícias que tinham que pesquisar. 

processo era todo manual e o clipping tinha que estar na mesa do cliente, pronto, logo no começo da manhã. Em uma progressão ilustrativa, assim os jornalistas executavam a prática: 

1. Liam praticamente tudo que existia na época;  
2. Recortavam todas as citações; 
3. Reuniam todas em uma espécie de ficheiro; 
4. Por fim, enviavam o compilado (físico) para o cliente.

Portanto, fica claro que as chances de falhas acontecerem no meio do caminho eram muitas. 

A evolução do clipping de notícias com a internet

Enquanto isso, no início dos anos 2000 chegaram as soluções de web crawler — que entravam nos sites e indexavam suas notícias. Ou seja, era possível fazer o clipping pela busca de palavras-chaves online, sem precisar ler tantos jornais e revistas que, às vezes, não traziam nada que se buscava.

Assim, o resultado passou a ser muito mais rápido e preciso nesse formato online. Mas, por incrível que pareça, muitos clientes não viam valor nesse novo tipo de clipping de notícias.

Por exemplo, sabe aquele recorte de jornal que sua mãe guardou quando você ganhou a olimpíada de matemática da escola, em mil novecentos e bolinha, e que ela ainda guarda com o maior orgulho? Pois é, era uma lógica parecida com a dela. 

Muitos clientes gostavam de ver estampados nas páginas impressas de jornais e revistas. E, por conta disso, preferiam o clipping tradicional, mesmo com suas vulnerabilidades e falhas.

Entretanto, o volume de mídias foi crescendo e ficou praticamente impossível acompanhá-las todas sem ajuda da tecnologia. Foi quando a realidade começou a mudar e os clippings online foram, aos poucos, conquistando seu lugar no mundo.

Hoje em dia, eles são muito mais que clippings de notícias. Depois de se tornarem online, foram, aos poucos, assumindo outro papel: o de ferramenta de inteligência de comunicação.

E foi aí que passaram a ser indispensáveis atualmente em um cenário de competitividade empresarial na era dos dados.

Nova call to action

O clipping de notícias na era dos dados

Antigamente, as agências ofereciam clippings para demonstrar resultados aos clientes. Justificavam os honorários cobrados medindo o valor das matérias por equivalência publicitária, a chamada centimetragem.

Ou seja, demonstravam o quanto o cliente teria gasto se tivesse comprado a página, ocupado por uma matéria publicada espontaneamente. O argumento era o seguinte: esse espaço em publicidade custa R$ 30 mil e cobramos R$ 3 mil pelos nossos serviços. Logo, oferecemos um retorno de 10 vezes maior que você gastaria.

No entanto, com a evolução da tecnologia, passando pelos clippings online, surgiram novas soluções de monitoramento de mídias em tempo real. O clipping de notícias passou então a ter outro objetivo, o monitoramento de mercado.

Muito mais que cobrir apenas notícias, ele monitora clientes, concorrência e produtos, nas mídias online e offline. Consequentemente, assume uma função muito mais tática, que dá suporte a tomadas de decisão –  embasadas em todos esses dados monitorados.

Dessa forma, o tradicional clipping de notícias se transforma, deixa de ser um entregável das assessorias (que queriam justificar valores para os clientes), para ser vendido diretamente às empresas que desejam monitorar oportunidades – seja para as áreas de Comunicação, Marketing ou Vendas.

Ou seja, de um serviço inicialmente utilizado para justificar cifras, o clipping de notícias passou a ser uma ferramenta de inteligência que hoje dá suporte tático a várias áreas em suas tomadas de decisões.

Como fazer um planejamento de clipping de notícias como ferramenta de inteligência de dados?

Se por um lado os veículos tradicionais diminuíram, por outro, as mídias online se multiplicaram exponencialmente. O volume de blogs, sites e redes sociais não para de aumentar. Consequentemente, as notícias também surgem a todo momento, de qualquer lugar.

Assim sendo, os clippings gerados pelo monitoramento das mídias também são muito mais que diários. Normalmente, são enviados para os endereços de e-mail previamente registrados, quantas vezes ao dia forem necessários.

Podem ser enviados para follow up de notícias, para mostrar as menções que surgiram ao longo de um dia ou até para direcionar assuntos pré-selecionados para os respectivos endereços de e-mail, se assim for desejado pelo cliente.

Resumindo, a prática, além de online, tem muito mais utilidade e é mais personalizada, precisa e abrangente. Na era dos dados, portanto, temos o clipping interativo.

Dessa forma, veja como fazer um bom planejamento de clipping:

5 passos essenciais  para fazer um planejamento  de clipping na era dos dados

Áreas que mais se beneficiam com o novo formato de planejamento de clipping de notícias

Na verdade, não há restrição de áreas, nem limite de benefícios gerados pelos clippings modernos. Tudo vai depender da indústria, do porte e do objetivo de cada empresa.

Todavia, separamos alguns exemplos das áreas que normalmente podem fazer um bom planejamento de clipping de notícias via monitoramento integrado de mídias.

Comunicação

Permite identificar quem são os melhores influenciadores digitais ou não da marca, o que andam falando dela e como está sua reputação na mídia. O teor das publicações monitoradas ajuda a antever tendências (vantagem competitiva) e a antecipar focos de danos à imagem (muito útil para o gerenciamento de crises de imagem).

Marketing

Pode acompanhar online os resultados de uma campanha; o tráfego de acesso ao site devido a alguma publicação. Além disso, é possível analisar como a interação da empresa nas redes interfere na cobertura de notícias e, a partir de todas essas informações, elaborar estratégias muito mais assertivas.

Comercial/Vendas

Consegue detectar mais oportunidades comerciais analisando a aceitação dos produtos próprios comparada aos da concorrência. Se a área atende grandes empresas, ela pode monitorar tudo que falam a respeito delas e mostrar conhecimento em reuniões com esses clientes.

O que aprendemos sobre planejamento de clipping de notícias?

Com o aumento incontrolável do volume de mídias e notícias, tornou-se inviável fazer o clipping da maneira braçal. Assim, o processo manual evoluiu e a tecnologia acabou assumindo esse papel, de forma automatizada e inserido na lógica da cultura ágil.  

Na medida em que a própria tecnologia foi evoluindo, surgiram soluções muito mais completas, que monitoram informações bem mais táticas, por todas as mídias online e offline. Assim, o clipping tradicional precisou ser deixado para trás para dar lugar à uma análise de resultados mais orientada a dados.

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