Ponto comercial: 10 formas estratégicas para escolher o local

Ponto comercial: 10 formas estratégicas para escolher o local

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Como escolher ponto comercial é uma pergunta muito importante para as companhias em projeto de expansão. Afinal, essa escolha pode ajudar no crescimento das lojas. Em contrapartida, quando feita sem planejamento, atrapalha o sucesso das vendas.

Um ponto bem localizado atrai mais clientes. Por isso, é preciso avaliar o local de maneira estratégica, considerando fatores como acessibilidade, concorrência e o perfil do público da região.

Se você também quer saber o que deve analisar para escolher um ponto comercial ideal para o seu negócio, siga a leitura deste artigo.

Aqui, vamos te mostrar:

  • Por que o ponto comercial importa para o seu negócio
  • Como definir o público-alvo e o bairro ideal para um ponto comercial
  • Quais são os fatores-chave na escolha do ponto comercial
  • Como estimar custos e orçamento e calcular ROI de um ponto comercial
  • Dicas de diferenciação para pontos comerciais pequenos
  • Ponto comercial para franquias: o que muda na escolha do local?
  • Como escolher o ponto comercial do seu negócio?
  • Quais métricas utilizar para analisar a viabilidade do ponto comercial?
  • 7 erros que impedem as empresas de escolher um ponto comercial ideal
  • Aspectos legais e contratuais: a importância de conhecê-las ao pensar em escolher a localização comercial
  • Como usar dados e inteligência geográfica para escolher um ponto comercial?
  • FAQ – Perguntas frequentes sobre ponto comercial
  • Conclusão

Por que o ponto comercial importa para o seu negócio

Um ponto comercial é o local físico onde a empresa desempenha suas atividades comerciais: loja, guichê, quiosque, e assim por diante. Ele é mais do que a localização de um estabelecimento; tem a ver com o reconhecimento do público.

É no ponto comercial que os clientes têm acesso ao que a companhia vende. Isto é, trata-se do espaço para onde os shoppers se dirigem para adquirir o que precisam.

Por isso, saber como escolher ponto comercial é tão importante. Ele é um dos principais elementos que ajudam a construir a imagem da sua empresa no mercado.

Além disso, um bom ponto comercial pode fazer com que a companhia se torne referência. Isso em termos de localização e, paralelamente, produtos ou serviços oferecidos.

Existe uma série de cuidados para escolher o local ideal e você vai conhecer os principais neste conteúdo. Inclusive porque essa atividade é parte integrante da inteligência de mercado. Ou seja, do processo de coleta e análise de informações para orientar decisões estratégicas nos negócios.

A diferença entre estabelecimentos e pontos comerciais

Quando se fala em estabelecimento comercial, é preciso pensar em algo maior. Isso porque ele tem mais amplitude do que a ideia de um local de operação pode sugerir.

Na prática, o estabelecimento inclui um imóvel e todos os outros bens de posse da empresa. Ou seja, abrangem tudo o que é utilizado para a execução do negócio comercial.

Trata-se, portanto, da soma dos elementos que ajudam a suportar as operações da companhia.

Em contraste, temos o ponto comercial, que é uma parte desse conceito mais amplo. Ele é justamente o local onde as atividades são executadas. Nele, as vendas são realizadas; é onde clientes visitam a empresa e conhecem seus produtos.

A noção de ponto comercial é, logo, mais concreta e fácil de visualizar do que a de estabelecimento. Apesar disso, é comum que, em muitas situações, os termos sejam usados como sinônimos.

Dê uma olhada na tabela a seguir:

PONTO COMERCIAL vs. ESTABELECIMENTO COMERCIAL

Ponto comercial

Estabelecimento

Conceito básico

Localização onde a atividade é explorada

Conjunto organizado de bens usados na atividade

Foco principal

Endereço / posição geográfica

Estrutura física + equipamentos + marca + processos

Exemplo prático

Loja situada em avenida movimentada

A própria loja, com mobiliário, estoque, funcionários e sistemas

Relação com clientela

Gera fluxo de clientes pelo local

Gera experiência de compra e relacionamento com clientes

Natureza jurídica

Protegido como “ponto de negócio” (valor intangível ligado ao local)

Universalidade de bens (fundo de comércio / empresa em funcionamento)

Dependência do imóvel

Depende diretamente do imóvel e de seu entorno

Pode ser transferido para outro imóvel, com ajustes

Registro / formalização

Proteção geralmente ligada a contratos de locação e uso do imóvel

CNPJ, inscrições fiscais, alvarás, contratos de trabalho, etc.

Principal fator de valor

Movimento da rua, acessos, vizinhança, visibilidade

Marca, carteira de clientes, processos, equipe, tecnologia, estoque

Quando faz sentido investir em um ponto comercial físico

Um ponto comercial físico passa a fazer sentido quando o negócio já mantém vendas recorrentes e demanda previsível.

Nessa fase, a empresa conhece bem seu cliente e entende quais produtos giram com maior frequência. Além disso, já dispõe de processos minimamente organizados, evitando improvisos na operação diária.

Sem esses elementos, o risco de assumir custos fixos elevados cresce de forma significativa.

Também é importante verificar se a estrutura financeira suporta o compromisso. Ou seja, não basta pagar aluguel nos primeiros meses e depender apenas do entusiasmo inicial.

O ideal é ter reservas, projeções realistas de faturamento e cenários conservadores. Assim, o ponto comercial entra como alavanca de crescimento, e não como peso orçamentário.

Outro sinal favorável é a concentração de clientes em determinada região.

Quando dados de vendas e de território mostram essa concentração, o endereço ganha força estratégica. Ele se torna extensão natural do relacionamento com o público.

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Como definir o público-alvo e o bairro ideal para um ponto comercial

Antes de procurar imóvel, deve-se definir com precisão quem deseja atrair. Isso envolve ir além de dados genéricos, como faixa etária e renda.

É preciso entender frequência de compra, ticket médio, motivo da visita, sensibilidade a preço e até o quanto o cliente aceita se deslocar para comprar.

Em outras palavras, a localização ideal para loja depende menos do endereço em si e mais da aderência entre a proposta do negócio e a rotina de consumo do público.

Avalie os dados proprietários

Na prática, esse mapeamento começa pelos dados que a empresa já tem.

Histórico de vendas, cadastro de clientes, recorrência de compra, origem dos pedidos e desempenho por unidade ajudam. Eles são úteis, por exemplo, para verificar quais perfis realmente geram resultado.

Depois, essas informações precisam ser cruzadas com dados externos sobre território, renda, densidade populacional, perfil residencial ou corporativo e potencial de mercado.

Pesquise fontes oficiais

O IBGE hoje divulga resultados em recortes como bairros e setores censitários, o que permite uma análise precisa da viabilidade de bairro. Ademais, evita decisões baseadas apenas em impressões superficiais.

Entenda a lógica de deslocamento do público

Também é importante entender a lógica de deslocamento do público.

Há negócios que dependem de conveniência e proximidade. Já outros funcionam melhor em eixos de passagem ou em regiões que concentram destino de compra.

Dentro disso, vale avaliar como o cliente chega à região e em quais horários esse movimento acontece. Sempre considerando que o bairro ideal não é necessariamente o mais movimentado. Em muitos casos, é aquele em que o fluxo de clientes da loja tem maior probabilidade de se converter em venda.

Avalie as variações dentro do mesmo bairro

Por fim, vale evitar um erro comum: analisar apenas o nome do bairro.

Dentro da mesma região, quadras próximas podem apresentar perfis bastante diferentes de renda, moradia, circulação e consumo. Por isso, como avaliar ponto comercial exige olhar para microáreas, não só para grandes recortes.

Quais são os fatores-chave na escolha do ponto comercial

Na busca pelo ponto comercial ideal, é importante testar a capacidade real de conversão do endereço.

Em termos práticos, isso depende de três frentes: qualidade do fluxo, facilidade de acesso e consistência da operação no dia a dia. Isso porque um ponto comercial pode parecer promissor à primeira vista e, ainda assim, falhar. Por exemplo, quando a circulação não combina com a jornada de compra, o acesso cria fricção ou a infraestrutura limita a experiência do cliente.

Com isso em mente, veja, a seguir, o que é essencial analisar.

Fluxo de tráfego e visibilidade

Fluxo relevante não é sinônimo de volume bruto de pessoas ou veículos. O que importa é o fluxo qualificado, isto é, a circulação de perfis com maior probabilidade de entrar, comprar e voltar.

Por isso, a análise precisa considerar origem do movimento, sentido da via, velocidade do tráfego, horários de pico, permanência média na área e relação entre passagem e destino.

Uma rua muito movimentada pode funcionar mal para compras por impulso se os pedestres apenas a atravessam ou se os carros passam rápido demais para perceber a fachada.

Também convém observar o ponto sob diferentes ângulos:

  • A vitrine aparece com clareza para quem vem a pé, de carro, de ônibus ou por aplicativo?
  • A fachada é percebida com antecedência suficiente para gerar decisão de entrada?

Esquina, recuo do imóvel, presença de árvores, mobiliário urbano e até a posição de bancas, postes e pontos de ônibus podem ampliar ou reduzir a exposição real do negócio.

Em formatos de destino, como centros comerciais e shoppings, a lógica muda. Ali, o valor não está só na fachada, mas na capacidade de capturar um fluxo já predisposto ao consumo.

Acessibilidade e experiência do cliente

Acessibilidade, aqui, não deve ser lida apenas como presença de vaga ou proximidade de transporte público.

O ponto precisa ser fácil de alcançar, fácil de entender e fácil de usar. Isso inclui:

  • entrada intuitiva;
  • travessia segura;
  • calçada em boas condições;
  • possibilidade de embarque e desembarque;
  • e acesso viável para idosos, pessoas com deficiência, entregadores e equipes de abastecimento.

Infraestrutura e tecnologia

Quanto à infraestrutura do ponto, ela deve ser avaliada conforme sua capacidade de sustentar a operação sem improviso. Isso envolve carga elétrica compatível, estabilidade de internet, cobertura móvel e climatização. Ademais, abastecimento de água, escoamento, área de apoio, estoque, recebimento de mercadorias e condições para expansão futura.

Se esses elementos falham, a empresa passa a gastar energia corrigindo o endereço, em vez de fazer o ponto vender.

A tecnologia também entrou definitivamente nesta conta. Basicamente, deve-se avaliar um endereço checando resiliência de conexão, sinal e redundância de serviço. Do contrário, corre-se o risco de negligenciar uma parte central da experiência de compra atual.

Como estimar custos e orçamento e calcular ROI de um ponto comercial

Antes de fechar contrato, o endereço do ponto comercial precisa fazer sentido na planilha.

Nesse sentido, a análise deve ir além de quanto custa entrar no imóvel; abarcar quanto custa ativá-lo, sustentá-lo na fase inicial e recuperar o capital investido com margem aceitável.

Isso significa fazer um plano financeiro que considere custos iniciais, despesas, receitas, capital de giro, fluxo de caixa e lucros. Especialmente detalhando os itens pré-operacionais com precisão.

Como calcular o custo total de um ponto

É recomendável que o custo total de um ponto comercial seja separado em quatro blocos:

  • Ocupação: aluguel, condomínio, IPTU, garantias locatícias, comissões e eventuais luvas.
  • Implantação: obra, adequações elétricas, fachada, mobiliário, equipamentos, sistema, licenças e estoque inicial.
  • Ativação: divulgação de inauguração, treinamento da equipe e ajustes operacionais dos primeiros meses.
  • Capital de giro: a reserva para manter a operação funcionando até que o faturamento ganhe tração.

Essa visão é mais completa do que olhar apenas o valor pedido pelo imóvel. Além disso, ela evita subestimar o investimento necessário para tornar o ponto comercial realmente vendável.

ROI: tempo de retorno e margens

Com o investimento total definido, o ROI do ponto comercial deve ser projetado em cenários conservador, base e otimista.

A referência principal é a geração de caixa depois dos custos variáveis e fixos. Por isso, vale acompanhar: margem de contribuição, prazo de retorno e ponto de equilíbrio desde o início.

Se o endereço só se paga em cenário excessivamente favorável, o risco está subestimado.

O BNDES observa que análises de investimento mais robustas precisam testar impactos e probabilidades sobre o fluxo de caixa projetado. Na prática, esse raciocínio ajuda a decidir se o ponto acelera a expansão ou apenas imobiliza capital.

Dicas de diferenciação para pontos comerciais pequenos

Em ponto comercial pequeno, a diferenciação geralmente vem da capacidade de tornar cada metro quadrado mais visível, funcional e memorável. Tanto para quem passa quanto para quem entra.

Isso exige combinar presença local, comunicação objetiva e desenho de operação.

Tendo isso em perspectiva, veja duas dicas que podem ajudar muito.

1. Marketing local e sinalização

Negócios menores precisam reduzir atrito de descoberta. Por isso, vale manter o Perfil da Empresa no Google, antigo Google Meu Negócio, completo e verificado, com endereço exato, horário atualizado, categoria correta, fotos externas, canais de contato e links sociais.

Essas informações ajudam clientes a encontrar e conhecer melhor a empresa na Busca e no Maps. Além disso, a plataforma permite incluir atributos, área atendida e até contato por mensagem em regiões elegíveis.

Na rua, a sinalização precisa comunicar rápido o que a loja vende, para quem serve e qual motivo imediato existe para entrar.

Fachada legível, chamada curta, oferta local, parceria com negócios vizinhos e ativações de bairro tendem a funcionar melhor do que comunicação genérica.

2. Layout e experiência do cliente

Dentro da loja, é recomendável que o layout guie o cliente sem esforço. Isso porque organização e exposição influenciam experiência de compra, ticket médio e fidelização.

Também recomenda-se não concentrar automaticamente itens de maior giro logo na entrada. Pois a circulação pode ser usada para ampliar contato com outras categorias.

Na prática, isso pede percurso simples entre porta, área nobre e caixa.

Produtos de maior margem ou decisão rápida performam melhor se ocupam zonas de maior visibilidade. Já balcão, pagamento e retirada precisam operar sem bloqueios.

Ponto comercial para franquias: o que muda na escolha do local?

No universo das franquias, a escolha do ponto comercial segue critérios adicionais. Isso porque, normalmente, a franqueadora define perfis de região, faixas de renda e características de vizinhança.

Muitas vezes, há manuais específicos com diretrizes claras sobre ruas, centros comerciais e shoppings. Por isso, o franqueado não decide sozinho e precisa seguir esse direcionamento.

Também o mapeamento de áreas de exclusividade costuma ser relevante.

Franquias costumam delimitar raio de atuação para evitar canibalização entre unidades. Assim, um ponto aparentemente atrativo pode não estar disponível por restrição contratual.

Trata-se de um cuidado que protege o desempenho da rede como um todo.

Além disso, entram em cena análises comparativas com outras lojas da marca. Dentro disso, resultados de unidades maduras ajudam a calibrar expectativas para o novo endereço.

Faturamento, fluxo de clientes e ticket médio servem de referência para a decisão.

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Como escolher o ponto comercial do seu negócio?

Encontrar uma localização comercial é um dos primeiros passos para quem está abrindo ou expandindo uma empresa. Contudo, é preciso dar atenção a alguns detalhes nessa etapa para garantir sucesso e evitar problemas no futuro.

Confira a seguir 10 dicas que vão te ajudar na escolha do ponto de venda ideal.

1. Conheça o seu público-alvo

Entender o perfil do consumidor é um dos primeiros passos na criação ou na expansão de qualquer empresa. Isso porque o grande objetivo é movimentar o seu comércio, atraindo clientes para impulsionar as vendas e aumentar a lucratividade.

Mas, como conseguir isso se você não está próximo ao seu público-alvo?

Lojas de roupas fitness podem encontrar bons pontos em regiões próximas a academias bem movimentadas, por exemplo.

Por outro lado, se posicionar ao lado de uma rua cheia de fast-foods já não seria tão interessante.

O exemplo é bem simples, mas ilustra bem a situação: é preciso estar onde o cliente está para conseguir vender e ser reconhecido no mercado.

2. Certifique-se de que o local está visível para o público

Como o cliente vai encontrar a sua loja ou saber daquela promoção especial se ele não consegue enxergar a vitrine?

A visibilidade é uma questão que pode parecer irrelevante. Contudo, ela faz total diferença no dia a dia; é preciso considerá-la na hora de analisar a viabilidade do ponto comercial.

Vale destacar que a visibilidade é diferente de acordo com o ângulo de cada cliente: uma pessoa que chega de carro tem uma visão da fachada, já alguém que chega a pé tem outra.

Uma boa estratégia é buscar por imóveis que tenham o mesmo nível da rua, assim você evita barreiras que poderiam esconder a sua loja e ainda contribui para a acessibilidade dos consumidores.

3. Considere a acessibilidade

Quem nunca deixou de entrar em uma loja porque não tinha lugar para estacionar; ficava em uma via rápida ou de difícil acesso?

A falta de acessibilidade pode prejudicar a movimentação e te fazer perder boas oportunidades de venda.

Portanto, lembre-se de avaliar os seguintes pontos na hora de escolher o local para o seu estabelecimento:

  • espaço para estacionar;
  • existência de faixas de pedestre e semáforos, em caso de ruas movimentadas;
  • rotas de acesso ao lugar.

A dica é visitar o bairro em diferentes dias e horários para observar o movimento e entender melhor a questão da acessibilidade. Coloque-se no lugar do consumidor.

4. Analise e considere o fluxo de pessoas na área

Quanto mais pessoas circulando perto da sua loja, maiores são as chances de encontrar clientes em potencial.

Por isso, é interessante avaliar:

  • o fluxo de pessoas no bairro;
  • os horários de maior movimento;
  • e até mesmo a existência de estabelecimentos que possam atrair pessoas para a região – faculdades, bancos e supermercados, por exemplo.

Esse é um tópico muito importante ao se pensar como escolher um ponto comercial. Afinal, o que mais um comércio precisa é ser visto por seus potenciais clientes no dia a dia.

5. Verifique a concorrência

Muita gente acredita que é melhor ter a concorrência bem longe do ponto comercial. Isso nem sempre é verdade.

Em alguns casos, escolher uma localização comercial próxima de concorrentes pode ser muito vantajoso.

Imagine uma pessoa interessada em comprar uma televisão nova: provavelmente, ela vai pesquisar preços e modelos em diferentes lojas antes de tomar uma decisão, certo?

É aí que a proximidade com a concorrência pode ser sua aliada.

Contudo, vale avaliar bem esse quesito, considerando se isso vale a pena de acordo com o momento da sua empresa.

Por exemplo, se você está começando agora, não é interessante ficar próximo a concorrentes que já estão há anos no mercado e são bem reconhecidos pelo público.

Avalie com calma e use o geomarketing para monitorar os concorrentes.

6. Considere o potencial de crescimento da região

O crescimento da região vai afetar diretamente o seu estabelecimento, por isso vale a pena fazer um estudo para entender o potencial de desenvolvimento do local.

Se a prefeitura tem planos para adicionar uma nova estação de metrô, um novo terminal de ônibus ou então construir uma faculdade na região, isso muda a dinâmica do lugar.

Todos esses detalhes podem interferir de alguma forma na movimentação do bairro e, consequentemente, na evolução do seu negócio.

7. Certifique-se de que o imóvel cabe no orçamento

Independente se você vai comprar ou alugar o ponto comercial, é preciso ter um planejamento financeiro bem estabelecido para a transação, afinal você está assumindo um compromisso.

Antes de adquirir esse espaço, tire um tempo para avaliar as finanças da sua empresa e definir quanto pode ser investido no ponto comercial.

Considere o capital atual, uma previsão de lucros e prazo de retorno. Depois, pesquise o valor de mercado para imóveis na região desejada e faça um balanço do melhor custo-benefício.

8. Procure um lugar silencioso

Também é importante considerar se a vizinhança é tranquila ou se há muito barulho na região. O ideal é procurar um lugar que seja movimentado, mas não muito barulhento para que as vendas e a comunicação não sejam prejudicadas.

Se estivéssemos falando de um escritório para atividades que precisam de concentração, esse ponto seria crucial.

Como é um ponto comercial, podemos até relativizar. Contudo, é sempre importante ter um limiar interessante de silêncio para o bem-estar de colaboradores e clientes.

9. Escolha locais com boa infraestrutura

Outro fator de extrema importância na hora da escolha do ponto de venda é pensar na infraestrutura. Deve-se analisar se o local oferece acesso à energia, como é a questão da internet, iluminação, proximidade de transporte público e pontos de estacionamento, tamanho do local, entre outros fatores.

Uma boa infraestrutura já soluciona diversos desafios de uma vez só, contribuindo para uma melhor experiência do cliente em geral. Evidentemente, tudo depende de como o seu público se porta e do que ele espera.

Nesse sentido, é importante já escolher um local ideal para evitar ter que fazer modificações posteriormente.

10. Pense na segurança

Também vale destacar a importância de ter um local seguro, tranquilo, livre de problemas e ameaças.

Um bom ponto comercial deve ser um local movimentado, com boa infraestrutura e que ofereça comodidade tanto aos clientes quanto aos seus colaboradores.

Assim, você não precisa se preocupar com assaltos e outras ocorrências perigosas que põem em risco as pessoas ao redor e o seu patrimônio.

→ Veja também:

Quais métricas utilizar para analisar a viabilidade do ponto comercial?

Vale a pena pensarmos a escolha do ponto de venda sob a ótica da análise de métricas. Ou seja, de parâmetros quantificáveis utilizados para avaliar e monitorar o desempenho de processos e projetos.

Isso porque as métricas auxiliam na tomada de decisões informadas – o que sabemos, é indispensável em uma iniciativa de expansão de negócios.

Confira, no quadro a seguir, alguns exemplos.


MÉTRICAS DE ANÁLISE DE VIABILIDADE DO PONTO COMERCIAL

Faturamento Bruto

Total das receitas geradas pelas vendas em um período específico.

Margem de Contribuição

Diferença entre o faturamento bruto e os custos variáveis, indicando o quanto sobra para cobrir custos fixos e gerar lucro.

Ticket Médio

Valor médio gasto por cliente em cada compra, calculado dividindo o faturamento bruto pelo número de vendas.

Ponto de Equilíbrio Operacional

Volume de vendas necessário para que as receitas igualem os custos totais, sem lucro ou prejuízo.

Lucratividade

Percentual do lucro líquido em relação ao faturamento bruto, indicando a eficiência operacional do negócio.

Rentabilidade

Relação percentual entre o lucro líquido e o investimento total realizado, demonstrando o retorno sobre o investimento.

Taxa Interna de Retorno (TIR)

Taxa de desconto que torna o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros igual a zero, utilizada para avaliar a rentabilidade de investimentos.

Valor Presente Líquido (VPL)

Diferença entre o valor presente das entradas e saídas de caixa projetadas, indicando a viabilidade financeira do projeto.

Custo de Aquisição de Clientes (CAC)

Média de investimento necessário para conquistar cada novo cliente, incluindo gastos com marketing e vendas.

Lifetime Value (LTV)

Receita total estimada que um cliente gera durante todo o seu relacionamento com a empresa.

Retorno sobre o Investimento (ROI)

Percentual que indica o retorno obtido em relação ao capital investido, calculado dividindo o lucro líquido pelo investimento total.

Taxa de Conversão

Percentual de visitantes que se tornam clientes efetivos, refletindo a eficácia das estratégias de vendas.

Como usar dados e inteligência geográfica para escolher um ponto comercial?

Outro ponto é o uso de dados e de geomarketing para fortalecer sua estratégia e acrescentar maior segurança à decisão.

O marketing com inteligência geográfica permite identificar exatamente os locais interessantes para investir com base em informações sólidas. Ou seja, é diferente de uma opinião fundamentada somente em achismos. 

Com os dados, é possível traçar mapas em dashboards para estudar a área de influência da empresa, as regiões lucrativas da cidade, o potencial de consumo e várias outras questões.

Pode-se estudar as variáveis mais relevantes para a empresa, de modo a detectar padrões e tendências para descobrir o que pode dar certo com base no que já deu certo.

Inteligência geográfica na prática

Na prática, o uso de um modelo de geomarketing facilita o levantamento das áreas mais interessantes para que a gestão escolha, por exemplo. Além disso, exibe porcentagens de chances de sucesso em cada local.

Essa abordagem estatística é fundamental para tomar uma decisão segura, de modo a contornar os riscos inerentes.

A grande vantagem desses modelos é a possibilidade de analisar uma quantidade enorme de dados, sempre com a garantia de precisão e clareza.

Em síntese, dados e inteligência geográfica tornam mais precisas as análises de fatores como:

  • Demografia local: análise da população residente na área, incluindo idade, gênero e renda.
  • Potencial de consumo: estimativa do gasto dos consumidores na região para o seu segmento.
  • Concorrência: número e proximidade de competidores diretos e indiretos.
  • Acessibilidade: facilidade de acesso ao local, incluindo transporte público e estacionamento.
  • Visibilidade: grau de exposição do ponto aos fluxos de pedestres e veículos.
  • Custo de ocupação: análise dos custos de aluguel ou aquisição do espaço.
  • Taxa de conversão esperada: percentual de visitantes que se tornam clientes.
  • Faturamento projetado: previsão de receitas com base nas métricas anteriores.

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7 erros que impedem as empresas de escolher um ponto comercial ideal

Existem alguns erros muito comuns entre os empreendedores na hora de escolher pontos comerciais; e eles podem prejudicar muito a decisão.

Pensando nisso, listamos os mais fatais para te ajudar a não cometer nenhum deles por aí. Você vai ver que esses equívocos fazem com que esse processo tornem deficitária a inteligência de mercado.

Confira a seguir.

1. Falta de planejamento

Um erro comum é não planejar a busca de um bom ponto comercial. 

Sem ser bem criterioso nesse planejamento, você pode gastar além do orçamento ou até se perder nos prazos de abertura da loja. Logo, prejudicará sua estratégia de expansão de negócios.

A dica é ter uma boa organização financeira e também criar uma agenda com:

  • a data de abertura do estabelecimento;
  • os prazos para compra ou locação;
  • orçamento e cronograma para eventuais reformas;
  • entre outros tópicos que precisam ser previamente pensados.

2. Deixar a ansiedade falar mais alto

Você deve conhecer aquela frase popular que diz “a pressa é inimiga da perfeição”, certo? Nesse caso, ela é totalmente verdade.

Sabemos que a ansiedade para abrir o seu estabelecimento é grande, mas ela pode fazer todo o planejamento sair de controle.

Tente manter os pés no chão e agir de maneira estratégica, sempre pensando nas necessidades do seu comércio.

3. Considerar apenas os gastos com aluguel ou compra do espaço

Outro grande erro é fazer os cálculos considerando somente custos de aluguel ou o preço para compra do ponto comercial. Ele inviabiliza outros compromissos orçamentários envolvidos, muitas vezes fazendo com que a escolha seja inadequada. 

Existem despesas extras a serem levadas em conta nas operações. Tais como:

  • manutenção;
  • documentação;
  • compra de equipamentos e tecnologias;
  • reparos e/ou reformas;
  • entre outras.

4. Não cruzar dados internos com informações externas de mercado

É um equívoco escolher o ponto apenas com base na impressão visual da região.

Quando a empresa ignora dados de vendas, CRM e pesquisas mercadológicas, por exemplo, perde referências importantes. Além disso, deixa de fazer benchmarkings competitivos sobre território e consumo.

No extremo, as decisões estratégicas ficam vulneráveis a vieses individuais e oscilações pontuais.

5. Desconsiderar diferenças entre microáreas dentro do mesmo bairro

Muitas análises geográficas param no nome do bairro e não avançam para as microáreas. Entretanto, quadras vizinhas podem ter perfis de renda, idade e consumo totalmente distintos.

Se a companhia não aprofunda esse recorte, corre risco de instalar-se na face menos favorável da região. Consequentemente, perde acesso ao fluxo mais qualificado de potenciais clientes.

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6. Ignorar projeções futuras de demanda e mudanças urbanas

Também é desaconselhável olhar apenas a fotografia atual do entorno ao avaliar um ponto comercial.

Planos viários, novos empreendimentos e mudanças no uso do solo alteram o potencial do ponto. Quando a empresa não considera essas projeções, pode escolher áreas em fase de esvaziamento.

Não raro, o endereço começa forte e, em poucos anos, perde relevância competitiva.

7. Tratar o ponto comercial como decisão definitiva, sem monitoramento contínuo

Por fim, muitos varejistas encaram o ponto como uma escolha irreversível.

Depois de inaugurado, deixam de acompanhar indicadores como fluxo, conversão e faturamento por área.

A falta desse monitoramento, invariavelmente, faz com que sinais de saturação ou oportunidade passem despercebidos. Consequentemente, com o tempo, o ponto antes estratégico pode se tornar um passivo difícil de reverter.

Regulamentações: a importância de conhecê-las ao pensar em escolher a localização comercial

Existem algumas regulações importantes para ficar de olho quando uma empresa necessita de um ponto para vendas. Essas normativas e leis precisam ser consideradas na hora de pensar a viabilidade do ponto comercial para instalação de uma loja.

Uma delas é a lei do inquilinato

Basicamente, essa lei trata de questões referentes a obrigações dos locadores e locatários, bem como questões de prazo de contrato e outros fatores.

Para o locador, é preciso entregar o imóvel em um estado em boas condições para servir de ponto comercial, responder pelo que tenha acontecido anteriormente na propriedade, fornecer informações sobre o local, lidar com impostos, etc.

Para o locatário, é necessário estar atento ao valor do aluguel, uso para o propósito acordado, cuidado com dados e total discrição para com o dono, arcar com as despesas típicas de consumo e não fazer mudanças.

Além do mais, é preciso regularizar o ponto comercial frente à prefeitura da cidade. Nesse sentido, a empresa precisará de alvará de localização, que é uma espécie de permissão municipal para operar em um local; licenças ambiental e sanitária; além de vistorias legais.

É preciso estar de acordo com os padrões sanitários, padrões ambientais e oferecer segurança diante da análise do corpo de bombeiros (afinal, será um lugar de trabalho, que vai ser visitado por muitas pessoas).

Outras leis a serem observadas na escolha do ponto de venda 

Para garantir que o projeto de expansão de negócios via abertura de novas lojas seja juridicamente amparado, também é importante olhar para:

  • Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002). Ele contém disposições gerais sobre contratos, incluindo os de locação comercial.
    planalto.gov.br
  • Lei de Zoneamento Urbano. Legislação municipal que define o uso permitido para cada região da cidade, determinando onde atividades comerciais podem ser exercidas. Deve-se consultar a prefeitura local para acessar a versão específica aplicável ao município.
  • Código de Obras e Edificações. Disponível no site oficial da prefeitura do respectivo município, ele estabelece normas técnicas para construções e reformas.
  • Legislação sobre acessibilidade (Lei nº 13.146/2015 - Estatuto da Pessoa com Deficiência). Ela determina requisitos de acessibilidade em edificações, incluindo estabelecimentos comerciais.
  • Legislação sanitária. Para estabelecimentos que manipulam alimentos ou produtos de saúde, é necessário cumprir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e legislações sanitárias locais (dispostas nos sites oficiais das secretarias de saúde municipais ou estaduais).
  • Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). Dispõe sobre normas de proteção ao consumidor, aplicáveis a todas as relações comerciais.

[FAQ] Perguntas frequentes sobre ponto comercial 

O que é ponto comercial?

Ponto comercial é o endereço onde o negócio encontra seu público e realiza suas vendas presenciais. Ele representa a conexão direta entre empresa, fluxo de pessoas e oportunidades de faturamento.

Por isso, costuma ter valor próprio, independente do imóvel em si.

Quais fatores avaliar antes de fechar contrato de ponto comercial?

É importante analisar: público da região, acessos, custos totais e regras legais aplicáveis.

Também vale observar concorrentes, infraestrutura do entorno e possibilidade de crescimento do bairro.

Em síntese, somar esses elementos reduz o risco de decisões precipitadas.

Quanto devo gastar com o ponto comercial?

Não existe percentual único válido para todos os segmentos.

O mais prudente é projetar faturamento, custos operacionais e margem desejada. A partir daí, definir um teto que não comprometa a saúde financeira do negócio.

Quem tem direito ao ponto comercial em imóvel alugado?

Em regra, o direito ao ponto está associado a quem explora a atividade naquele endereço. No entanto, contratos de locação podem trazer cláusulas específicas sobre permanência.

Por isso, deve-se avaliar cada documento com atenção e suporte jurídico.

É possível mudar de endereço sem perder o valor do ponto comercial?

Mudar de local sempre envolve algum nível de risco para o relacionamento com clientes.

Quando a transição é planejada e bem comunicada, parte desse valor pode ser preservada. Isso envolve, inclusive, divulgar o novo endereço com antecedência e facilitar o acesso.

A escolha do ponto comercial não pode ser feita sem método

Como vimos ao longo deste conteúdo, como escolher um ponto comercial é um questionamento muito importante. Esse tipo de iniciativa empresarial exige um bom planejamento estratégico: o estudo de diversos fatores.

É preciso pensar não apenas no custo do ponto, mas em um bom marketing de localização, na acessibilidade e no fluxo de pessoas, por exemplo.

Para facilitar o processo, você pode contar com uma solução de geomarketing, como a fornecida pela Cortex. Ela é adotada pelas redes varejistas mais bem-sucedidas no Brasil.

Que tal, nós ajudamos a ampliar suas perspectivas de como escolher um ponto comercial? 


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