O mercado de bens de consumo é um dos pilares da economia. Ele movimenta cifras astronômicas anualmente e, portanto, impacta negócios (fabricantes, distribuidores, varejistas…) e o cotidiano das pessoas.
No cenário Brasil, especificamente, podemos ter uma dimensão olhando para o mercado de bens de consumo embalados. A previsão é que ele alcance 62,7 bilhões de dólares em 2035. Isso apresentando uma taxa de crescimento de 4,14% até lá, aponta a Market Research Future.
Essas estatísticas dão uma boa visão da importância dessa temática, concorda?
Continue lendo, pois aqui vamos te mostrar em detalhes:
O mercado de bens de consumo engloba todos os produtos destinados ao uso final pelo consumidor. Ele, diferentemente dos bens de capital, que são utilizados na produção de outros bens, abrange os bens adquiridos para satisfazer necessidades pessoais ou familiares.
Esses produtos estão presentes em diversos setores, como alimentos, vestuário, eletrônicos, higiene pessoal, entre outros. E a demanda por eles é influenciada por diversos fatores. Como renda, preferências culturais, tendências de consumo e inovações tecnológicas.
O mercado de bens de consumo também é caracterizado por uma ampla gama de empresas que atuam em diferentes segmentos e escalas. Desde gigantes multinacionais como Procter & Gamble, Unilever e Nestlé, que dominam categorias como higiene pessoal, alimentos e bebidas, até empresas emergentes e locais que atendem nichos específicos de mercado.
Essas organizações operam em ambientes altamente competitivos. Por isso, precisam exercitar continuamente sua capacidade de adaptação às mudanças. Sejam elas relativas às preferências dos consumidores, sejam relacionadas à macroeconomia.
Por exemplo, a crescente demanda por produtos sustentáveis e socialmente responsáveis. Ela tem impulsionado companhias do ecossistema de bens de consumo a revisarem suas práticas e portfólios.
Os bens de consumo podem ser classificados de diversas formas, sendo as principais essas que você vê na tabela a seguir:
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Categoria de bem de consumo |
Exemplos |
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Bens de consumo duráveis |
Produtos com vida útil prolongada, utilizados repetidamente ao longo do tempo. |
Eletrodomésticos, móveis, veículos |
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Bens de consumo não duráveis |
Itens de uso imediato ou que se desgastam rapidamente, necessitando reposição frequente. |
Alimentos, bebidas, produtos de higiene |
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Bens de consumo semiduráveis |
Produtos com durabilidade intermediária, usados por um período moderado antes de serem substituídos. |
Roupas, calçados, acessórios |
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Bens de conveniência |
Produtos adquiridos com frequência e mínimo esforço, geralmente de baixo custo e amplamente disponíveis. |
Produtos de supermercado, lanches, bebidas |
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Bens de compra comparada |
Itens que exigem maior consideração antes da compra, com comparação de atributos como preço e qualidade. |
Eletrônicos, móveis, eletrodomésticos |
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Bens de especialidade |
Produtos com características únicas ou de luxo, pelos quais os consumidores demonstram forte preferência e esforço de compra. |
Joias, carros esportivos, relógios de grife |
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Bens não procurados |
Itens que o consumidor não considera até que surja uma necessidade específica ou inesperada. |
Seguros, serviços funerários, extintores de incêndio |
Empresas que operam no ecossistema de bens de consumo enfrentam diversos desafios. A seguir, confira um detalhamento dos principais.
O comportamento do consumidor está em constante transformação, impulsionado por fatores como digitalização, preocupações ambientais e busca por personalização.
Essas mudanças exigem adaptação rápida de estratégias de Marketing e desenvolvimento de produtos (P&D), entre outras.
Além disso, há uma fragmentação das preferências aliada à crescente demanda por experiências omnichannel. Isso faz com que a coleta e análise de dados em tempo real sejam necessidades táticas latentes.
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A globalização e o avanço tecnológico intensificaram a concorrência no setor de bens de consumo. Novos entrantes, com bastante capacidade de inovar, desafiam companhias estabelecidas com modelos de negócios ágeis e foco em nichos específicos.
Para se manterem competitivas, as empresas precisam investir em inovação, eficiência operacional e diferenciação de marca.
A crescente conscientização ambiental entre os consumidores está pressionando as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis. Isso inclui desde a escolha de matérias-primas até a transparência nas cadeias de suprimentos.
Além das expectativas dos consumidores, regulamentações governamentais e investidores estão exigindo compromissos claros com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). Empresas que não se adaptam a essas exigências enfrentam riscos reputacionais e financeiros.
Por falar em inovação, ela é muito importante para atender às demandas do mercado em toda a cadeia. Especialmente porque os consumidores estão cada vez mais exigentes e conectados.
Esse desafio abarca o desenvolvimento de novos produtos, adoção de tecnologias emergentes e melhoria contínua dos processos internos. Além disso, parcerias estratégicas, entre outras frentes.
Quanto às cadeias de suprimentos, elas também crescem em complexidade. Com isso, apresentam desafios significativos, especialmente em tempos de instabilidade econômica e geopolítica.
Garantir a resiliência e a eficiência dessas cadeias é essencial para manter a continuidade dos negócios.
A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na transformação desse mercado. Confira, a seguir, quais são as principais tendências conectadas a ela.
A digitalização da experiência do consumidor tem sido impulsionada pelo uso crescente de aplicativos móveis. Além do e-commerce e de aplicações imersivas como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR).
Essas ferramentas permitem que as pessoas interajam com produtos de forma mais envolvente. Por exemplo, experimentar virtualmente roupas ou visualizar móveis em seus espaços antes da compra.
Além disso, a integração de canais online e offline proporciona uma jornada de compra mais fluida e personalizada.
Nenhuma organização no mercado de bens de consumo pode deixar de analisar dados com amparo da Inteligência Artificial.
Métodos e soluções sob esse guarda-chuva ajudam no entendimento do comportamento do consumidor e na personalização de ofertas. Além disso, amparam planejamentos e decisões em diversas áreas dos negócios.
Alguns exemplos incluem segmentação precisa de públicos, previsão de demanda e otimização de preços. Também atendimento ao cliente, com chatbots e assistentes virtuais, e muito mais.
Mais recentemente, os agentes de IA se somam a essa tendência. Eles facilitam o ponto crítico de fechar o ciclo entre análise e execução.
Em operações de bens de consumo, os agentes de IA conseguem transformar a inteligência em recomendações acionáveis por PDV e por produto, no momento em que a negociação acontece. Isso inclui desde a priorização de visitas até sugestões táticas de negociação e pedido recomendado, reduzindo a dependência de “lembrar depois” do que o dado indicou.
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Outra tendência crescente é a automação da cadeia de suprimentos. Ela já pode ser feita com a implementação de robótica, sensores IoT e sistemas de gestão integrados.
São inovações que dão maior visibilidade e controle sobre os processos logísticos, reduzindo erros e aumentando a eficiência.
A sustentabilidade tecnológica envolve o desenvolvimento de produtos e processos que minimizem o impacto ambiental. Isso inclui o uso de materiais recicláveis, eficiência energética e redução de resíduos na produção .
Empresas que adotam práticas sustentáveis atendem às expectativas de consumidores cada vez mais conscientes e se alinham às regulamentações ambientais. Além disso, a sustentabilidade pode ser um diferencial competitivo, fortalecendo a reputação da marca.
Utilize dados geográficos para identificar áreas com maior potencial de consumo. Ferramentas como Cortex Geofusion auxiliam na visualização de regiões estratégicas para expansão.
Na prática, mapear é o primeiro passo; o segundo é garantir que o mapa vire rotina. Aqui, agentes de IA funcionam como a ponte entre o painel territorial e a execução: eles distribuem listas priorizadas de PDVs e orientações objetivas de abordagem para a equipe, reduzindo dispersão e aumentando o foco de captura.
Essa abordagem permite direcionar esforços de vendas e marketing para locais com maior concentração do público-alvo. Ela otimiza recursos e aumenta a eficácia das ações comerciais.
Analise informações demográficas para segmentar o público de forma mais precisa.
É fundamental compreender características como idade, renda e hábitos de consumo. Isso facilita, por exemplo, a criação de campanhas de Marketing e Vendas mais eficazes.
Ademais, vale a pena investir no estudo rotineiro do Potencial de Mercado Inexplorado – que pode ser conseguido com soluções como Cortex Reach. Dessa forma, você consegue segmentar com bastante direcionamento: dando ao time o raio de atuação no qual focar esforços.
Avalie a performance dos PDVs existentes e identifique oportunidades de melhoria.
Faça isso com análise de dados de vendas e fluxo de clientes, entre outros métodos. O que vai te ajudar a otimizar a distribuição dos produtos.
Você poderá realocar recursos para os canais mais rentáveis e ajustar estratégias de distribuição conforme a demanda de cada região. Exatamente porque poderá decidir com dados precisos.
Para essa otimização não ficar só no diagnóstico, vale a pena recorrer também a agentes de IA que podem operacionalizar o ajuste no dia a dia. Eles ajudam a transformar potencial em ação, levando ao vendedor um pedido sugerido e recomendações de sortimento.
Acompanhe as ações dos concorrentes para identificar tendências e oportunidades. Essa vigilância constante ajuda a antecipar movimentos do mercado e ajustar estratégias para manter a competitividade.
Use ferramentas de inteligência de mercado para analisar preços, promoções e presença de marca no mercado, entre outras variáveis.
Implemente indicadores de desempenho baseados em dados geográficos para avaliar a eficácia das ações de marketing e vendas.
Essa avaliação contínua e acurada vai te ajudar na realização de ajustes rápidos nas estratégias. Ela normalmente leva a um maior retorno sobre os investimentos realizados.
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O futuro desse mercado de bens de consumo será moldado por diversos fatores.
Aqui estão os mais frequentemente citados por especialistas no assunto:
Ele exige dos players que o compõem uma compreensão mercadológica profunda. Além disso, centralização do foco nos consumidores e parcerias estratégicas.
Também a agilidade para se adaptar às mudanças e a inovação constante entram nessa equação.
Em mercados de alta capilaridade, o diferencial competitivo costuma estar em transformar inteligência em execução repetível. Logo, tecnologia de ponta ajuda muito. Por exemplo, agentes de IA como os fornecidos pela Cortex conectam o planejamento territorial às decisões no PDV, com recomendações e argumentos no canal de trabalho do vendedor.
Que tal, nós conseguimos ampliar suas perspectivas sobre o mercado de bens de consumo?
Sobre a Cortex
A Cortex é a empresa líder em Inteligência Aumentada aplicada a Go-to-Market. Tenha inteligência para identificar novos mercados não explorados e PDVs com maior potencial de compra. Encontre leads qualificados, gerencie territórios e distribua sua equipe para vender mais, melhor e mais rápido com a nossa solução Cortex Reach.
Ou, se tiver urgência, não perca tempo: agende uma conversa com a equipe de especialistas Cortex!