As interações entre uma marca e seu público mudaram drasticamente e estão mais suscetíveis a ruídos de comunicação empresarial. Isso com o surgimento de diversos novos canais digitais, que causam falhas nas mensagens.
De forma geral, esses ruídos acontecem quando não há uma integração estratégica entre as plataformas de contato. No detalhe, o próprio ecossistema comunicacional ficou mais propenso a eles.
O cenário é mais volátil; menos estático para os mercados. Especialmente porque a informação corre com mais velocidade. Neste movimento, novas tendências tendem a aparecer e sumir em um ritmo muitas vezes incontrolável.
Assim, para uma gestão de reputação da marca positiva, é preciso saber coordenar canais de comunicação sob uma perspectiva estratégica. Ademais, tomar outras medidas, como veremos neste texto.
Vamos refletir sobre isso em profundidade?
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O ruído de comunicação pode ser definido como qualquer barreira que impeça um processo de comunicação eficaz. Quando ele acontece, o receptor pode se distrair; não ouvir corretamente a mensagem do remetente. Ou pode acontecer o inverso: distrair o remetente e dificultar o processo comunicacional.
De qualquer forma, o ruído se torna uma barreira à comunicação. Vale destacar que ele pode ser percebido em quase todas as esferas e contextos, incluindo face a face, grupos e configurações organizacionais.
Em síntese, ruídos na comunicação empresarial são barreiras ou interferências que distorcem ou impedem a mensagem de ser compreendida corretamente. Eles geram mal-entendidos, retrabalho e prejuízos. E podem ser físicos (barulhos), semânticos (jargões, falta de clareza), psicológicos (preconceitos, timidez) ou estruturais (canais inadequados, excesso de informação).
Para assinalar os principais tipos de ruídos na comunicação empresarial, podemos usar como referências 7 categorias. Elas, tradicionalmente, são utilizadas para classificar os problemas e obstáculos para uma interação eficaz.
Confira, a seguir.
Os ruídos físicos dizem respeito a algum obstáculo tangível que esteja dificultando a informação. Por exemplo, um barulho muito alto que esteja impedindo o bom entendimento da informação.
Ruídos técnicos correspondem a problemas específicos dos canais de comunicação utilizados para passar a mensagem. Neles, a própria estrutura escolhida como meio para a informação impossibilita a entrega para o destinatário.
Já os ruídos semânticos referem-se a problemas como tom de voz ou excesso de linguagem rebuscada. Eles normalmente dificultam a transmissão da mensagem para quem deseja recebê-la.
Psicológicos são, geralmente, os ruídos presentes nos próprios destinatários da informação. Estes, por motivos pessoais, não estão em boas condições psicoemocionais para compreender a mensagem.
Assim como os ruídos psicológicos, os ruídos fisiológicos consistem em um obstáculo no destinatário da mensagem. Por exemplo, uma forte dor de cabeça, cansaço ou estresse podem atrapalhá-lo na recepção da informação.
Tem também os ruídos organizacionais, que podem ocorrer por desconhecimento ou desconsideração dos canais de comunicação esperados na empresa.
É por isso que deve-se entender a cultura organizacional o máximo possível. A partir disso, definir os canais adequados para que os colaboradores se informem. Isso, normalmente, é feito superando a tradição de focar apenas na rota ou nos destinatários.
Os ruídos culturais ocorrem quando as expectativas de tradição, etiqueta, atitudes e valores diferem. Eles aparecem quando não se considera que existem muitas diferenças com base em nacionalidades, idades, gêneros, regiões, posições sociais, grupos de trabalho e muito mais.
Os ruídos na comunicação empresarial fragmentam o entendimento, aumentam retrabalho e induzem decisões paralelas. Como efeito, métricas de comunicação e indicadores de negócio tendem a piorar em conjunto.
Tendo isso em perspectiva, confira, a seguir, um detalhamento dos principais impactos negativos causados por ruídos na comunicação corporativa.
Quando as orientações chegam truncadas, as entregas voltam em etapas. Além disso, o tempo de resposta entre áreas se alonga, criando filas de aprovação.
Em paralelo, a Comunicação passa a atuar mais no modo corretivo do que no modo estratégico. Com isso, a consistência de mensagens perde previsibilidade.
Em transformações, ruído deixa de ser falha de mensagem e vira risco de execução.
Um estudo da The Grossman Group com a The Harris Poll relacionou ausência de liderança visível e comunicação efetiva a 5,5 vezes mais chance de fracasso em mudanças.
O levantamento também apontou lacunas de percepção entre lideranças e empregados sobre a qualidade comunicacional. Nesse ambiente, fadiga e resistência se intensificam, com efeitos em engajamento e permanência.
No ambiente externo, os ruídos aparecem como contradição entre porta-vozes e leituras concorrentes de fatos. Assim, o tempo de tolerância a incoerências diminui, sobretudo em temas sensíveis.
No Special Report de Brand Trust, da Edelman, 68% dos entrevistados disseram ser muito ou extremamente importante que as marcas os façam se sentir bem. Isto é, pode-se inferir que inconsistências de linguagem e postura tendem a afetar confiança e preferência.
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Quando várias versões circulam, a governança perde rastreabilidade e o gerenciamento de crise começa a atrasar. Além disso, a resposta tende a sair com baixa consistência, o que amplia a exposição a interpretações adversas.
O Global Risks Report 2025, do World Economic Forum, posiciona a desinformação entre os riscos centrais no curto prazo.
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Ruídos elevam o “custo de prova” da comunicação, pois diluem a causalidade e dificultam a atribuição. Isso pressiona a área a conectar evidências, exposição e resultados de forma mais disciplinada.
Basicamente, sem o uso adequado de dados, a demonstração de resultados de negócios fica gravemente comprometida.
São muitas as razões para que os ruídos na comunicação empresarial aconteçam.
Os ruídos físicos e técnicos podem acontecer quando os canais de comunicação divergem na informação entregue aos destinatários ou quando o próprio meio é ineficaz.
Por exemplo: quando um possível cliente recebe uma oferta de venda ou uma mensagem de marketing em um dispositivo pelo qual ele não tem afinidade ou quando a informação divulgada por um anúncio na internet não dialoga com o veiculado em postagem no LinkedIn. Ambos os casos são caracterizados como ruídos de informação.
Os ruídos semânticos, por sua vez, podem ser sentidos quando a empresa usa uma linguagem ininteligível. Os psicológicos ou fisiológicos podem acontecer quando disparam interações em horários incompatíveis às demandas do público (exemplo: uma ligação ou mensagem por Whatsapp em horário inconveniente).
Enquanto isso, expressões e expectativas culturais diferem não apenas internacionalmente, mas também em dimensões regionais e até interpessoalmente. Já os ruídos organizacionais vão desde o uso de canais adequados a processos, hábitos e características que tornam mais difícil para a empresa transmitir suas mensagens.
Em linhas gerais, os diversos tipos de ruído na comunicação empresarial acontecem quando:
Toda empresa tem um público-alvo, certo? Neste contexto, a escolha dos canais mais eficazes para atingir sua audiência é fundamental em um plano de comunicação cujo objetivo é transmitir a informação de forma clara.
Portanto, para conter os ruídos, é importante definir quais os canais de comunicação mais utilizados e quais possuem maior poder de difusão.
Definido o público-alvo e os principais canais de comunicação, é preciso instituir uma estratégia integrada entre cada um desses meios de interação para que a informação seja transmitida com:
As mensagens precisam se relacionar entre si para que haja coordenação entre os canais. Dessa forma, o cliente não vai receber ruído de informações ou interações divergentes entre um dispositivo e outro.
No caso do funil de vendas, as informações precisam seguir uma sequência temporal clara e intuitiva, a exemplo de quando o cliente faz uma compra pelo site ou telefone e recebe um e-mail de acompanhamento para orientá-lo na continuidade do processo de compra ou na utilização do serviço.
Deve haver uma sinergia dos esforços de comunicação, independente do canal, para a transmissão de uma mensagem singular e uniforme. Essa coordenação de acordo com as estratégias de tom e abordagem que fazem a identidade da empresa é fundamental.
As estratégias de comunicação devem garantir que uma informação complemente a outra. Por exemplo: a mensagem de um anúncio na imprensa ou na rede social que redirecione o cliente para outro canal deve ser receber de forma coerente com o aprofundamento da informação.
Esses princípios são essenciais para conter qualquer um dos tipos de ruídos na comunicação empresarial que citamos até aqui.
Neste contexto, o investimento em tecnologias de análise inteligente de dados são fundamentais na montagem de uma estratégia eficiente, pois torna-se possível:
A complexidade e volatilidade dos novos ambientes de mercado somadas às várias possibilidades de interação entre uma empresa e sua audiência consolidam cada vez mais a importância de investir em uma comunicação integrada para superar os desafios postos.
Informações concretas sobre o público e a possibilidade de monitoramento em tempo real de interações e menções à marca propiciam às organizações insumos relevantes. Como, por exemplo, para evitar manifestação dos sete principais tipos de ruídos na comunicação empresarial.
Portanto, a comunicação empresarial precisa desenvolver uma sinergia de informação a ser transmitida de forma padronizada nos canais internos e externos. Dessa forma, o público-alvo não fica desorientado e tem uma relação mais fluida e prazerosa com a marca.
Que tal, nós conseguimos ampliar sua visão sobre os ruídos de comunicação e como evitá-los?
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