Vendas em PDV: como vender mais no ponto de venda

Vendas em PDV: estratégias para vender mais no ponto de venda

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As vendas em PDV são importantes tanto para varejistas quanto para fabricantes e distribuidores. Afinal, é no ponto de venda que shoppers e consumidores tomam a decisão mais definitiva da jornada de compra.

Esse é um tema que merece atenção constante de estrategistas, analistas e operadores do mercado de bens de consumo. Eles devem estar sempre atentos às estratégias e inovações comerciais no PDV.

Pensando nisso, trazemos essa reflexão aprofundada.

Leia com atenção os seguintes tópicos:

O que são vendas em PDV e por que elas importam para o varejo brasileiro

Vendas em PDV são as ações que aumentam a conversão no ponto de venda, no momento em que o cliente decide o que levar. Elas combinam disponibilidade, exposição, comunicação, preço e atendimento para transformar visita em compra.

Quanto à importância das vendas no ponto de venda, ela se dá pelo fato de esse canal ser o último elo de decisão. Nele, organização, planograma, sinalização e abordagem mudam a percepção de valor e o carrinho.

O contrário também acontece no PDV: quando a execução falha, aparecem sintomas comercialmente prejudiciais. Tais como ruptura, baixa conversão e queda de ticket médio.

No varejo brasileiro, a relevância do tema cresceu com a convivência entre loja física e digital – 73% dos shoppers preferem preços encontrar iguais, por exemplo. Isso porque se estoque, preço e promoções não ficam coerentes entre canais, a experiência quebra e a perda de venda vira fricção no caixa ou no online.

Como o PDV influencia as vendas: fatores que afetam a decisão de compra

O PDV influencia as vendas porque, ali, o cliente compara opções e decide rápido.

No detalhe, os fatores que mais pesam são:

  • estoque disponível (sem ruptura);
  • preço claro e coerente;
  • exposição por categoria (planograma);
  • layout e fluxo (zonas quentes e frias);
  • sinalização e materiais de PDV;
  • iluminação;
  • merchandising e pontos extras;
  • atendimento e abordagem;
  • e tempo de fila no checkout.

Também conta a consistência entre loja física e digital, sobretudo em vendas multicanal.

Frente a isso, para melhorar sem fazer grandes reformas, é recomendável reduzir a ruptura nos itens líderes e nos complementares e revisar a sinalização de preço e de promoções para eliminar dúvida. Além disso, vale a pena reposicionar itens de alta margem perto de categorias associadas e no caixa, onde a compra por impulso é mais provável.

Já o esforço de mensuração dos impactos requer acompanhamento semanal de determinados parâmetros. Entre eles, destacam-se: taxa de conversão (entradas x compras), ticket médio, ruptura por item, execução de planograma (conformidade), e adesão à campanha no PDV.

Basicamente, quando esses indicadores sobem juntos, tem-se evidência de que a execução no PDV está aumentando vendas. Isto é, que ela não está gerando apenas movimento.

8 estratégias-chave para vendas em PDV

As vendas em PDV são bem-sucedidas quando não são planejadas e executadas como ações isoladas. Na verdade, a operação precisa priorizar alavancas que movem conversão, ticket médio e ruptura.

Normalmente, as estratégias com melhores resultados têm uma lógica que começa pelos PDVs de maior potencial, com metas simples por loja, categoria e período. Tudo antes de escalar para a rede.

Com isso em mente, confira, a seguir, uma lista de práticas recomendadas.

1. Conheça bem o seu público-alvo

Mapeie quem compra, quando compra e por que escolhe sua marca – o perfil de cliente ideal.

Em seguida, traduza isso em missões simples para a loja: qual categoria precisa de destaque, quais itens puxam carrinho e quais itens fecham a compra. Por fim, valide no caixa e no mix: o que gira revela mais do que opinião.

2. Posicione os produtos estrategicamente nas gôndolas

Use planograma e lógica de compra – vá além dos cuidados com a estética.

Coloque líderes de tráfego em zonas de alto fluxo e proteja a margem com itens complementares ao lado. Além disso, garanta leitura rápida: preço, benefício e variação claros a 1 metro.

Nessa estratégia, meça a conformidade de planograma e a variação de venda por ponto.

3. Capriche na decoração e no visual merchandising

O visual merchandising organiza a loja para reduzir atrito. Portanto, padronize comunicação, limite excesso de materiais e mantenha respiro na gôndola.

Também explore pontos extras para campanhas e lançamentos, com reposição prevista.

Quanto ao acompanhamento, olhe para a adesão à campanha, ruptura do ponto extra e incremento versus base.

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4. Invista em ações de marketing sensorial

No campo sensorial, é importante também ser estratégico. Isso porque ele funciona quando reforça a proposta da loja e não distrai. Por exemplo, a trilha sonora e iluminação devem sustentar permanência e conforto, sem alongar fila.

Em categorias como alimentos e bebidas, degustação roteirizada, o marketing sensorial acelera a prova e reduz a indecisão. Dentro disso, vale medir tempo de permanência, conversão e retorno de campanha.

5. Faça cross-sell e upsell no PDV

Como sabemos: cross-sell vende junto; upsell eleva a versão. Para praticá-los de forma propositiva, defina combinações por missão de compra. Por exemplo: massa + molho + queijo, limpeza + perfumaria, bebida + gelo.

É válido também usar sinalização e abordagem curta em ponta de gôndola e checkout. E mensurar itens por cupom e participação do mix de maior margem.

6. Integre o PDV aos canais digitais

Se o cliente encontra um preço no digital e outro na loja, a confiança normalmente cai.

Para a integração desses dois pontos de contato visando aumentar as vendas em PDV, alinhe regras de promoção, disponibilidade e prazos de retirada. Ademais, habilite mecanismos de “clique e retire” e mensagens para confirmar estoque e ofertas.

Nessa estratégia, é importante dimensionar taxas de cancelamentos e reclamações, bem como de conversão de retirada.

7. Treine a equipe com scripts e metas

Outra ação de fundamental importância é capacitar os profissionais de forma estratégica. Para tal, crie scripts – de 20 segundos, por exemplo – por categoria, com foco em benefício e objeção comum.

Além disso, defina metas por execução: conferência de preço, reposição, ponto extra e abordagem.

Aqui, para medir eficácia, avalie, entre outros indicadores, taxa de abordagem, conversão por turno e conformidade no checklist.

8. Use agentes de IA para consistência de execução

Agentes de IA ajudam quando padronizam decisões e aceleram a ação. Por exemplo, eles sugerem pedido por PDV com base em histórico, apontam risco de ruptura e recomendam cross-sell por perfil de loja.

Há também agentes de IA que orientam o vendedor com checklists e alertas. Nesse caso, eles reduzem esquecimento e retrabalho.

Na avaliação de efetividade, meça aderência às recomendações, ruptura e ganho de ticket.

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Conteúdo tático para Vendas em PDV: Merchandising, experiência e tecnologia

No PDV, merchandising, experiência e tecnologia formam um triângulo de execução.

Em síntese, o merchandising define o que se vê e encontra; experiência reduz atrito e acelera a decisão; tecnologia garante consistência e escala.

Nos tópicos que seguem, confira, como cada uma dessas frentes pode contribuir para o sucesso em vendas no PDV.

Visual Merchandising e planograma na prática

A disciplina começa pelo básico: disponibilidade e leitura de preço. Em seguida, o planograma precisa refletir a missão de compra e margem – líderes em zonas quentes, complementares ao lado, e pontos extras para campanhas com reposição prevista.

→ Checklist mínimo:

  • conformidade de planograma;
  • preço visível;
  • material de PDV padronizado;
  • e estoque de segurança para itens líderes.

Também vale monitorar share de gôndola e exposição de preço por marca.

Métricas: conformidade, ruptura por item e incremento por ponto extra.

Experiência do cliente no PDV: atendimento e checkout

Em esforços comerciais no PDV, a experiência precisa unir velocidade com clareza.

Dentro disso, o atendimento melhora quando existe script curto por categoria, com benefício e resposta à objeção mais comum, sem improviso.

No checkout, fila e tempo de espera viram perda direto. Isto é, deve-se sinalizar meios de pagamento, organizar fluxo e remover gargalos, para elevar conversão sem mexer no sortimento.

Checklist mínimo:

  • padrão de abordagem;
  • tempo médio de fila;
  • e sinalização de promoções.

Métricas: conversão, ticket médio, itens por cupom e tempo de atendimento.

Tecnologia no PDV: dados, integração e automação

Tecnologia relevante fecha o ciclo estoque–preço–promoção–venda.

Basicamente, leitores e sistemas ajudam a registrar saída, evitar divergência de estoque e sustentar reposição. Perceba que a prioridade é integrar dados para orientar execução diária, não automatizar por automatizar.

Checklist mínimo:

  • cadastro consistente;
  • integração de preços e promoções;
  • alertas de ruptura e auditoria de execução.

Métricas: acurácia de estoque, ruptura e aderência à campanha.

Integração com e-commerce e operação omnicanal

Em ambientes multicanais, coerência é vantagem competitiva. Isso significa que a operação precisa alinhar regras de preço, disponibilidade e retirada, para evitar fricção entre o que aparece no digital e o que existe na loja.

Checklist mínimo:

  • políticas de preço;
  • confirmação de estoque;
  • e prazos de retirada.

Métricas: cancelamentos, reclamações e conversão de retirada.

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Erros comuns que sabotam as vendas no PDV – e como evitar

Veja agora alguns equívocos que dificultam bons resultados em vendas no PDV.

Erro 1: Atendimento ruim e abordagem inconsistente

Esse erro derruba a conversão ao aumentar dúvidas e reduzir a confiança. Ele costuma vir de rotatividade, falta de padrão e metas só de volume.

A prevenção depende de scripts curtos, capacitação e supervisão por turno.

Erro 2: Filas longas e checkout lento

Fila longa aumenta abandono e reduz compras de impulso. Em geral, nasce de escala inadequada no pico e processos manuais.

A mitigação desse problema pede gestão de escala, fluxo de fila simples e sinalização de pagamentos.

Erro 3: Promoções confusas e preço pouco legível

Promoção confusa invariavelmente trava decisão quando condição e preço final não ficam claros. Isso ocorre por excesso de materiais e etiquetas desatualizadas, entre outras questões operacionais e estratégicas.

A solução exige regras simples, preço final destacado e materiais padronizados. Em muitos casos, também é importante fazer auditorias para validar etiqueta, sistema e comunicação.

Erro 4: Falta de treinamento e ausência de rotina de execução

Sem rotina, a execução varia por pessoa e por dia. Normalmente, esse é um problema que aparece quando treinamento é feito esporadicamente, ou seja, ele não é uma prática de aprendizado contínuo.

A prevenção combina checklist diário, reciclagens curtas e metas de execução. Além de acompanhamento da conformidade de planograma.

Erro 5: Gôndola desorganizada e planograma ignorado

A desorganização cria ruído visual e reduz a descoberta. Ela ocorre quando ninguém responde pela categoria e o ponto extra vira improviso.

Para corrigi-la, é importante ter planograma aplicável, reposição prevista e controle do excesso de materiais.

FAQ – Perguntas frequentes sobre vendas em PDV

1. PDV é só loja física, ou também existe PDV digital e móvel?

O PDV pode significar o espaço físico de compra, mas também pode existir como operação móvel (tablets, feiras, eventos) e como PDV online, quando a finalização ocorre no ambiente digital.

A distinção importa porque cada formato muda o fluxo, coleta de dados e padrões de atendimento.



2. Qual é a diferença entre PDV, frente de caixa e sistema de PDV?

No uso do varejo, PDV pode se referir ao ponto de venda como ambiente, à frente de caixa (checkout) ou ao software que registra vendas, emite documentos fiscais e integra estoque e pagamentos.



3. Quais métricas ajudam a provar que uma ação no PDV deu resultado (além de ticket e conversão)?

Além de indicadores comerciais básicos, costuma-se acompanhar margem por categoria, giro (dias de estoque), venda por metro linear e produtividade de checkout (vendas por hora de caixa).

Em análises mais maduras, comparar resultado incremental versus período-base ajuda a separar efeito de sazonalidade de efeito de execução.



4. O que são KVIs e por que entram nas decisões de preço no PDV?

KVIs (itens-chave de preço) são produtos que formam a percepção de preço do consumidor e “ancoram” a imagem competitiva da loja.

Na prática, a política de preço costuma protegê-los para manter confiança, enquanto a margem é trabalhada em categorias menos sensíveis.



5. O que é material de PDV e quais tipos são mais usados?

Material de PDV inclui peças físicas e visuais para destacar produtos e orientar decisão no local de compra, como displays, faixas, adesivos e estruturas de promoção.

A escolha depende do objetivo: chamar atenção, sinalizar oferta, criar bloqueio de gôndola ou organizar categoria.



6. Quando um display de balcão faz mais sentido do que ponta de gôndola ou ilha?

Display de balcão costuma funcionar melhor para itens de impulso e cestas pequenas, quando a decisão é rápida e a visibilidade é imediata. Ponta de gôndola e ilhas tendem a servir campanhas e volume, pois suportam maior estoque de exposição e reforço de comunicação.



7. Como testar uma ação no PDV sem apostar a rede inteira?

Uma prática recorrente é rodar piloto por clusters de loja (tamanho, perfil, região), mantendo um grupo controle sem intervenção.

A leitura deve considerar janela curta e comparável, para medir incremento e evitar conclusões puxadas por sazonalidade.



8. O que é promotor de merchandising e como o trabalho dele impacta sell-out?

Os promotores de merchandising costumam executar reposição, garantir padrão de exposição, manter materiais em bom estado e registrar evidências de execução.

Esse trabalho reduz a ruptura e melhora a visibilidade, o que tende a sustentar o sell-out quando há disciplina de rota e turno.



9. Quando faz sentido investir em leitor de código de barras no checkout?

O leitor tende a fazer sentido quando há volume, filas recorrentes e incidência de erro manual, porque acelera o registro e reduz retrabalho.

É uma decisão que deve considerar compatibilidade com o sistema de PDV e rotina de operação (cadastro, balança, meios de pagamento).



10. O que um sistema de PDV precisa ter para apoiar vendas e não só “passar compra”?

Além de registrar a venda, o sistema relevante precisa gerar dados acionáveis (relatórios), integrar estoque e preços, e suportar operação de pagamentos com estabilidade.

Recursos como conciliação, promoções e integração com outros sistemas entram como critérios quando a operação busca consistência entre unidades.



 


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