Previsão de vendas é um exercício fundamental para manter margens saudáveis no varejo. Sem isso, abrir lojas, definir mix ou negociar com fornecedores vira uma sucessão de apostas pouco calculadas.
Não por acaso, 70% das grandes organizações usarão Inteligência Artificial para projetar cenários futuros até 2030, de acordo com a Gartner. Esse movimento pressiona quem decide orçamento, metas e expansão a trabalhar com base em dados internos e de mercado.
Se você precisa enxergar o potencial real de cada ponto, não basta olhar apenas o histórico da rede. É preciso considerar comportamento de consumo por região, fluxo de pessoas, concorrência, entre outras variáveis.
Vamos refletir sobre isso? Continue lendo para entender em detalhes:
Previsão de vendas é o processo de estimar, com base em dados, quanto a empresa tende a faturar. No varejo, por exemplo, essa estimativa considera histórico de vendas, sazonalidade, campanhas, preços e mudanças no comportamento do consumidor. Assim, prever vai além do palpite; torna-se insumo quantitativo para decisões estratégicas.
Em termos práticos, prever vendas significa projetar volumes e receita por loja, canal, categoria, região ou cluster. A partir de projeções, é possível dimensionar estoques, equipes, verbas de marketing e capacidade logística com mais segurança.
Além disso, a previsão de vendas reduz improvisos na operação e dá visibilidade antecipada sobre quedas ou picos de demanda. Isso reduz desperdícios e aumenta a rentabilidade das lojas.
Trata-se de um processo que pode usar métodos qualitativos, baseados em opinião da força de vendas, ou métodos quantitativos estruturados.
Entre os quantitativos, destacam-se análises de séries históricas, modelos estatísticos e técnicas que combinam variáveis internas e externas. Basicamente, são incorporadas informações como fluxo de pessoas, perfil sociodemográfico, concorrência e mix local para estimar melhor o potencial de cada ponto.
Outro movimento decisivo é a adoção de Inteligência Artificial na previsão de demanda e de vendas. Essa iniciativa vem crescendo em nível global: mais de 90% dos líderes de cadeia de suprimentos planejam usar IA, segundo levantamento recente.
No detalhe, o que se busca é aumentar a acurácia das previsões e melhorar o atendimento ao cliente em vários canais. Ou seja, integrar métodos tradicionais, dados geográficos e modelos de IA para gerar previsões mais confiáveis e acionáveis.
Por isso, antes de escolher um método específico, é essencial enxergar a previsão de vendas como processo contínuo. Ela deve ser revisada periodicamente, incorporar novos dados de mercado e alinhar Finanças, Comercial, Operações e Expansão.
Como você viu, fazer uma previsão de vendas traz muitos benefícios para o seu negócio.
Continue lendo, pois, nos tópicos que seguem, nós detalhamos ainda mais os benefícios dessa prática.
Com previsões mais precisas, o controle de estoque deixa de ser tentativa e erro.
Você reduz rupturas em períodos de alta demanda e evita excesso em meses mais fracos. Além disso, consegue planejar compras com antecedência, negociar melhor com fornecedores e diminuir perdas por vencimento ou obsolescência.
A previsão de vendas orienta metas mais realistas e bem distribuídas ao longo do ano. Dessa forma, a equipe sabe quando concentrar esforços e quando recalibrar expectativas.
Ela reduz frustração com objetivos inalcançáveis e aumenta o foco nas oportunidades com maior probabilidade de fechamento. Logo, gera como resultado um time mais engajado e produtivo.
Quando o Marketing conhece a previsão de vendas por loja, canal e categoria, planeja melhor campanhas. Também distribui investimentos com maiors critério.
É possível concentrar verba em períodos e regiões com maior potencial e proteger resultados em momentos de retração. Assim, a coordenação entre Marketing e Vendas melhora e o impacto das ações aumenta significativamente.
Para redes varejistas, a previsão de vendas apoia decisões críticas de expansão. Ela também orienta a gestão do mix.
Ao combinar histórico, dados de mercado e inteligência geográfica, é possível estimar o faturamento por ponto, antes mesmo da abertura. Isso reduz riscos de escolher locais pouco promissores e orienta ajustes finos no sortimento para cada loja.
No detalhe, a rede cresce de forma mais sustentável e previsível ao expandir.
Agora você já sabe o que é a previsão de vendas e alguns benefícios. Vamos ver agora os métodos de previsão de vendas que você pode utilizar na sua empresa.
A previsão de vendas intuitiva é o ponto de partida em muitas empresas. Ela se apoia na experiência de gestores e vendedores para estimar o que tende a acontecer.
Funciona especialmente quando o negócio ainda não acumula histórico estruturado ou dados por loja e canal. Assim, a intuição ajuda a orientar decisões iniciais, sem exigir grandes investimentos em sistemas.
Por outro lado, esse método é vulnerável a vieses pessoais e percepções pontuais.
Pequenas mudanças de humor, expectativas exageradas ou medo de errar podem distorcer as estimativas. Além disso, a intuição não captura bem fatores externos, como mudanças no entorno das lojas ou na concorrência.
Logo, essa é uma iniciativa mais adequada como complemento; não como única base de decisão.
Na previsão pelo funil, você usa os estágios da jornada comercial para estimar resultados futuros. Cada etapa recebe uma probabilidade de fechamento, com base em dados históricos de ganhos e perdas.
A partir disso, multiplica o valor dos negócios em cada estágio pela respectiva probabilidade. Basicamente, o somatório dessas projeções gera uma previsão de receita para o período analisado.
Esse método é muito útil em operações que combinam canais digitais e físicos. Ele permite acompanhar a evolução de oportunidades por campanha, segmento ou região, conectando Marketing e Vendas.
Ademais, ajuda a entender quantas propostas podem converter em contratos, franquias ou grandes pedidos. Entretanto, exige um funil bem definido, com registros consistentes e atualização constante dos dados.
Quando se trata da previsão pelo histórico, por óbvio, o ponto de partida são as vendas passadas.
Incorporam-se períodos equivalentes, como meses, trimestres ou safras, e projeta resultados semelhantes ou levemente superiores. Isso permite identificar padrões de sazonalidade, datas fortes, períodos de baixa e efeito de campanhas.
Essa é uma visão essencial para planejar compras, estoques e escalas de equipe.
Entretanto, o histórico não deve ser usado de forma mecânica.
Mudanças econômicas, novas lojas, fechamento de unidades e variações regionais podem alterar completamente o comportamento futuro. Por isso, é importante ajustar o histórico com informações de mercado e do entorno das lojas.
A melhor escolha é combinar dados internos com dados geográficos, demográficos e de concorrência. Assim, reduz-se o risco de previsões distorcidas.
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Vale a pena também partir para um agente como o Preditor de Vendas, da Cortex. Ele leva a previsão para outro patamar, ao combinar Inteligência Artificial e Inteligência Geográfica.
Com ele, o varejista prevê o faturamento em reais e simula o potencial de novos pontos em qualquer região do Brasil.
Em vez de depender apenas de intuição ou médias históricas, o modelo aprende com o desempenho real da rede. Ele incorpora dados de resultado das lojas atuais e um acervo robusto de informações de mercado e consumo.
Na prática, o time de especialistas constrói um modelo exclusivo para cada marca, calibrado com seus dados internos.
Esse modelo considera variáveis como fluxo de pessoas, perfil de renda, presença de concorrentes e características físicas das lojas. A partir disso, o Preditor estima quanto cada ponto pode faturar, antes mesmo da inauguração. Ademais, é possível simular cenários alterando tamanho de loja, presença de estacionamento ou localização exata.
Outra vantagem é a capacidade de otimizar a rede já existente, e não apenas novas aberturas.
O Preditor de Vendas identifica lojas com desempenho abaixo do potencial e aponta oportunidades de troca de ponto ou reforço de mix. Conforme a rede evolui, o modelo continua aprendendo com sucessos e insucessos, refinando as previsões ao longo do tempo.
→ Dê o play neste vídeo e entenda em profundidade como agentes de IA favorecem resultados mais vultosos em vendas:
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MÉTODOS DE PREVISÃO DE VENDAS |
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Método |
Quando usar |
Dados principais |
Papel dos dados geográficos |
Nível de complexidade |
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Previsão intuitiva |
Redes em início de operação ou com dados ainda pouco estruturados |
Percepção de gestores, experiência da equipe, resultados recentes |
Normalmente ausentes; podem entrar apenas como percepção subjetiva de “bom ponto” |
Baixa |
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Previsão pelo funil de vendas |
Operações com funil estruturado, vendas consultivas, franquias e grandes contratos |
Oportunidades por estágio, taxa de conversão histórica, valor por negócio |
Podem refinar o funil por região, cluster ou praça com comportamento de compra diferente |
Média |
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Previsão pelo histórico |
Categorias com forte padrão sazonal e redes com histórico consistente por loja |
Vendas por loja, canal, categoria e período, calendários promocionais |
Explicam diferenças de desempenho entre lojas similares e ajudam a ajustar o histórico bruto |
Média |
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Preditor de Vendas |
Decisões de expansão, revisão de rede e simulação de novos pontos e formatos |
Histórico da rede, perfil de lojas, indicadores de desempenho, variáveis externas |
Variáveis centrais: fluxo de pessoas, renda, concorrência, perfil de consumo, características urbanas |
Alta (modelo exclusivo por rede) |
Mesmo com bons métodos, muita previsão de vendas falha por erros de processo e de dados. Invariavelmente, tais deslizes causam estoques desajustados, lojas mal dimensionadas e decisões de expansão tomadas no escuro.
Por isso, faz sentido tratar a previsão como um ciclo disciplinado, que integra informações internas, dados geográficos e o olhar das áreas de negócios.
Com isso em perspectiva, veja agora sete práticas que reduzem o risco de erro e aumentam a confiabilidade das projeções.
A previsão de vendas não combina com dados espalhados em planilhas e sistemas desconectados. Pelo contrário, é fundamental integrar informações de vendas, estoques, preços, promoções, ruptura e cadastro de lojas em uma base única.
Assim, você evita versões divergentes da verdade e reduz retrabalho na preparação das análises. Além disso, cria um ambiente mais confiável para aplicar modelos estatísticos e algoritmos de Inteligência Artificial.
Trabalhar apenas com números agregados esconde diferenças críticas entre formatos e regiões.
No varejo, a previsão deve considerar loja, canal e cluster de mercado, pelo menos. Dessa forma, você enxerga particularidades de hipermercados, lojas de vizinhança, quiosques e e-commerce. E mais: consegue planejar estoques, sortimentos e metas de forma muito mais aderente à realidade local.
Ficar apenas no histórico de vendas ignora o contexto onde a loja opera.
Inclua variáveis externas, como renda média, fluxo de pessoas, presença de concorrentes e perfil de consumo da região. Esses dados geográficos ajudam a explicar por que lojas parecidas performam de maneiras tão diferentes.
Em síntese, seus modelos de previsão deixam de olhar só para o passado e passam a refletir o potencial real de cada ponto.
Datas sazonais, campanhas agressivas e rupturas graves distorcem séries históricas.
Se você não trata esses eventos, o modelo tende a replicar picos ou vales que não se repetirão da mesma forma. Por isso, identifique outliers, anote causas e faça ajustes antes de alimentar os modelos.
É um cuidado para que as previsões reflitam tendências estruturais – vão além de movimentos circunstanciais do passado recente.
Nenhum método funciona bem para todas as categorias, regiões e formatos. Por isso, teste abordagens distintas, comparando cada uma com base em métricas de erro, como MAPE e RMSE.
No detalhe:
Em vez de olhar só o erro em unidades (reais, unidades vendidas etc.), observa-se quanto a previsão erra em porcentagem do valor real.
→ Quanto menor o MAPE, melhor a acurácia.
Essa medida mensura o erro em unidades absolutas (reais, unidades vendidas etc.) e pune mais os erros grandes, porque os erros são elevados ao quadrado.
→ Quanto menor o RMSE, melhor o modelo.
Também é importante manter um período de validação fora da amostra, para avaliar o desempenho em dados “novos”. A partir daí, escolha o modelo por desempenho comprovado.
Muitas empresas fazem uma grande previsão no planejamento anual e param por aí. Contudo, o cenário muda rápido, com variações econômicas, movimentações de concorrentes e novos pontos de venda.
É por isso que você deve estabelecer ciclos regulares de revisão, mensais ou até semanais, conforme a necessidade. Assim, poderá ajustar rapidamente as projeções e reduzir desvios acumulados entre o previsto e o realizado.
Por fim, não se deve esquecer que a previsão de vendas não deve servir apenas para olhar o próximo mês. Ela precisa orientar decisões estruturais, como abertura, fechamento ou relocalização de lojas.
Ao combinar modelos de previsão com inteligência geográfica, você simula faturamento potencial em novos pontos e revisa o desempenho da rede atual. Suas decisões sobre expansão e mix não são meras apostas. Elas seguem um racional quantificado, baseado em dados.
Sem métodos claros, cada decisão sobre estoque, expansão ou mix se parece mais com aposta do que com estratégia. Além disso, metas se descolam da realidade e discussões internas ganham mais espaço do que os dados.
O resultado é simples: dinheiro parado onde não deveria estar e oportunidades desperdiçadas onde a demanda pulsa.
Por outro lado, quando métodos são escolhidos e aplicados com disciplina, o cenário muda. Projeções saem de planilhas pontuais e passam a orientar rotinas, rituais de gestão e decisões estruturais.
O negócio aprende continuamente com seus acertos e erros, refinando previsões a cada ciclo. Assim, o planejamento guia ações concretas em loja, canal e território.
Em síntese, a pergunta não é se a empresa faz previsão de vendas, mas quão avançadas são as metodologias empregadas!
Sobre a Cortex
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