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Markup: como usar para precificação lucrativa no varejo

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Markup é um método para transformar custo em preço com previsibilidade. Isso porque, como índice de precificação, ele facilita previsões intuitivas e reduz erros que corroem a margem sem que ninguém perceba.

Esse é um tema de muito interesse dos varejistas. Eles estão bastante preocupados com o aumento de custos e a necessidade de ajustes graduais de preços e mix para proteger margens, aponta a Deloitte.

Vamos nos aprofundar nele?

Leia com atenção os seguintes tópicos:

O que é o Markup?

Markup é um índice de formação de preço que indica quanto é preciso acrescentar sobre o custo de um produto para cobrir despesas, impostos, comissões e ainda gerar lucro. Ele funciona como um fator de precificação que, aplicado ao custo, leva ao preço de venda. Isso com a estrutura financeira do negócio embutida no cálculo.

É comum confundir Markup com margem, mas são coisas diferentes.

Markup é um multiplicador (ou um índice) aplicado ao custo. Já margem é um percentual do preço de venda que vira resultado (lucro) ou contribuição. Por isso, um mesmo preço pode ter margens diferentes conforme impostos, despesas e condições comerciais.

Por exemplo:

Se um item custa R$ 50 e o seu Markup for 2,0, o preço de venda será R$ 100 (50 × 2,0). Esse acréscimo não é lucro inteiro. Ele inclui todo o pacote de custos e encargos que precisa ser pago antes do lucro aparecer.

Como funciona o Markup?

Como um índice que transforma custo em preço de venda, o funcionamento do Markup parte de uma lógica simples: o preço final precisa cobrir tudo o que pesa sobre a operação antes do lucro. Por exemplo, impostos, despesas fixas e variáveis, comissões, taxas de meios de pagamento e perdas. E até outros gastos indiretos que não aparecem no custo de compra ou fabricação.

Na prática, o Markup organiza a precificação em três camadas:

  • O custo direto do produto, que pode incluir compra, frete, armazenagem e manuseio quando fazem parte do custo.
  • A camada de despesas e encargos, que varia por canal, condição comercial e localidade. Pois comissão, taxa de cartão e impostos, por exemplo, mudam conforme a forma de venda e o regime tributário.
  • A parcela de lucro desejada, que precisa ser realista para a categoria e para a dinâmica competitiva.

Essa dinâmica explica por que o Markup não deve ser único para todo o mix. Basicamente, um mesmo produto pode exigir Markups distintos conforme a praça, o canal e a concorrência local.

Em regiões com maior pressão competitiva, pode ser necessário ajustar a meta de lucro, renegociar custos ou buscar eficiência operacional para sustentar o preço. Por outro lado, áreas com maior potencial de consumo e menor competição direta têm espaço para capturar mais margem sem perder giro.

Elementos que entram no cálculo do Markup

O cálculo do Markup depende de variáveis que, em geral, são percentuais sobre o preço de venda.

Entre as mais comuns, destacam-se:

  • Impostos incidentes sobre a venda, conforme regime e tipo de operação.
  • Comissões e bonificações comerciais.
  • Taxas de cartão, intermediadores e marketplaces.
  • Despesas variáveis por venda, como embalagem e logística por pedido.
  • Rateio de despesas fixas, quando a empresa decide embutir essa necessidade no índice.
  • Lucro desejado.

Atenção: o ponto crítico é tratar essas variáveis com granularidade.

Quando se precifica igual para canais diferentes, tende-se a perder margem no canal mais caro ou ficar caro demais no canal mais competitivo. Por isso, o Markup é mais útil quando reflete a realidade do negócio – jamais deve-se seguir uma regra fixa genérica.

Como calcular o Markup?

Você pode calcular Markup de dois jeitos, dependendo do seu objetivo: 1) formar o preço a partir do custo; ou 2) medir o quanto o preço está acima do custo (depois do preço definido).

Entenda a seguir.

Markup divisor para formar o preço

Use quando você já tem os percentuais que incidem sobre a venda e quer chegar ao preço de forma estruturada.

  • Some os percentuais sobre o preço de venda

Exemplo: impostos 12% + taxas 3% + comissão 5% + despesas 10% + lucro 15% = 45%.

  • Calcule o divisor do Markup

Markup divisor = 1 − 0,45 = 0,55 (ou, em percentuais: 100 − 45 = 55; depois 55/100 = 0,55).

  • Forme o preço

Preço de venda = Custo / Markup divisor

Se o custo for R$ 40: preço = 40 / 0,55 = R$ 72,73.

Markup multiplicador para medir a relação preço/custo

Use para entender rapidamente a relação entre preço e custo, ou para comparar itens e categorias.

Markup multiplicador = Preço de venda / Custo

No exemplo: 72,73 / 40 = 1,82.

→ Quando usar cada um (regra prática):

  • Quer definir o preço com base em percentuais (impostos, despesas, lucro)?

→ Use Markup divisor.

  • Quer avaliar o quanto o preço está acima do custo ou padronizar comparações?

→ Use Markup multiplicador.

Se você vende em canais diferentes, recalcule os percentuais. Afinal, taxas, comissões e impostos mudam, então o divisor muda e o preço recomendado também.

Markup x Margem de Contribuição: quais as diferenças?

É importante não confundir Markup com Margem de Contribuição.

Lembre-se: Markup é um índice aplicado ao custo para formar ou avaliar o preço. Já a Margem de Contribuição mostra quanto sobra da receita após pagar custo e despesas variáveis da venda.

Por isso, Markup é um instrumento de precificação, enquanto Margem de Contribuição é uma métrica de resultado operacional por item, canal ou praça.

→ Exemplo rápido:

Custo R$ 40, preço R$ 72,73 (Markup multiplicador 1,82).

Neste caso, se impostos e taxas somam 15% do preço e comissões e despesas variáveis somam 10%, o total variável é 25%. Isso dá R$ 18,18 (25% de 72,73). A Margem de Contribuição em reais é 72,73 − 40 − 18,18 = R$ 14,55. Em percentual, 14,55 / 72,73 = 20%.

Em síntese, o Markup não diz, sozinho, o quanto sobra. Ele precisa ser analisado junto dos percentuais que incidem sobre a venda.

→ Para não ter nenhuma dúvida sobre a diferença entre Markup e Margem de Contribuição, dê uma olhada nesta tabela comparativa:

Markup

Margem de contribuição

O que mede

Relação entre custo e preço (índice)

Sobra da venda após custos e variáveis (resultado)

Base de cálculo

Custo do produto

Preço de venda

Principal uso

Formar preço e padronizar precificação

Avaliar rentabilidade por item/canal/região

Varia mais por

Regras de precificação e metas

Taxas, comissões, impostos e mix de despesas variáveis

Erro comum

Confundir com margem e achar que é lucro

Ignorar variáveis e superestimar rentabilidade

Melhor leitura

Antes e durante a definição do preço

Depois, para validar se o preço se sustenta

Como usar Markup no Varejo?

No Varejo, o Markup funciona melhor quando vira regra por categoria, canal e praça, e não um índice único para todo o mix.

Isso porque impostos, taxas de pagamento, comissões, logística por pedido e política de desconto mudam entre loja física, e-commerce e marketplace. Adicionalmente, a pressão competitiva varia por região e altera o espaço real para margem.

Dentro disso, é recomendável seguir este roteiro para usar o índice no dia a dia:

  • Separe o mix por categorias e defina objetivos de margem por grupo.
  • Modele percentuais por canal (taxas, comissões, devoluções, frete).
  • Calcule o Markup divisor para formar o preço-base.
  • Valide por praça: compare com concorrentes locais e ajuste por elasticidade.
  • Monitore margem de contribuição e giro para recalibrar continuamente.

Qual é o Markup ideal?

Não existe um único Markup ideal.

O melhor Markup é o que forma um preço que cobre custos e variáveis do canal, sustenta o lucro desejado e ainda é competitivo no mercado.

Para chegar nele, use critérios objetivos: a categoria (giro e sensibilidade a preço), o canal (taxas, comissões e logística), a praça (concorrência local e perfil de consumo) e a meta mínima de margem de contribuição.

Se o preço calculado ficar acima do praticado na região, o ajuste não deve ser “forçar” o índice.

Faça assim: revise custos, despesas do canal, política comercial e a meta de lucro por item. E valide sempre com a margem de contribuição, porque Markup não é sinônimo de lucro.

Quais são os benefícios do Markup?

Usado corretamente, o Markup transforma a precificação em rotina controlável, comparável e ajustável por canal e praça.

Dito isso, confira, nos tópicos que seguem, um detalhamento das vantagens mais destacadas.

Precificação mais segura e sustentável

O Markup ajuda a estruturar o preço para que ele nasça cobrindo custos, despesas e encargos, em vez de depender de tentativa e erro. Isso reduz o risco de vender com rentabilidade insuficiente. Especialmente quando os custos mudam rápido ou quando há diferença relevante de taxas por canal.

Em um cenário em que executivos projetam foco maior em disciplina de margem, padronizar regras de preço vira vantagem competitiva.

Visibilidade clara do que compõe o preço

Ao explicitar impostos, taxas, comissões e despesas variáveis, o Markup obriga a empresa a enxergar o “peso” real de cada componente no preço final.

Esse detalhamento facilita auditoria, revisão de contratos e negociação com canais que encarecem a venda. Também ajuda a evitar o erro comum de tratar Markup como sinônimo de lucro – evidencia o que precisa ser pago antes do resultado aparecer.

Controle de rentabilidade por categoria, canal e região

O Markup também permite criar regras diferentes por categoria e canal, e depois comparar desempenho com consistência.

Isso é decisivo quando a empresa vende em condições comerciais distintas. Afinal, o que funciona no balcão pode não funcionar no marketplace, e o que sustenta margem em uma praça pode ser inviável em outra.

Na prática, o Markup organiza a governança de preço e acelera ajustes finos sem perder coerência entre lojas e regiões.

Agilidade para responder a custo, desconto e pressão promocional

Quando custo de compra, frete ou taxa de pagamento muda, o Markup possibilita recalcular o preço com rapidez, preservando a lógica econômica do item.

Esse ganho fica ainda mais relevante atualmente, com consumidores mais seletivos e uma tendência de freio em gastos. Isso considerando que, se a empresa reage devagar, perde margem; se reage sem método, perde volume.

Melhor equilíbrio entre competitividade e resultado

O Markup, quando combinado com validação de mercado, ajuda a calibrar o preço para competir sem comprometer o resultado.

Em vez de “copiar” o preço do concorrente, a companhia entende qual é o espaço real para desconto e qual meta mínima de margem precisa ser defendida.

Isso se conecta a práticas modernas de otimização de preço: iniciativas nessa direção podem gerar ganhos típicos de 1% a 3% no primeiro ano, segundo a IDC.

Quais são os fatores que impactam o Markup?

Aqui estão os fatores que impactam diretamente o Markup:

  • Custo do produto: preço de compra, variações de fornecedor e reajustes de insumos.
  • Frete e logística de abastecimento: transporte, armazenagem e manuseio que entram no custo.
  • Impostos e regime tributário: alíquotas e regras que mudam por operação e tipo de venda.
  • Taxas e comissões do canal: cartão, intermediadores, marketplace e comissão comercial.
  • Despesas variáveis por venda: embalagem, separação, entrega por pedido e atendimento.
  • Devoluções, trocas e chargeback: custo de reversa e perdas associadas, mais comuns no digital.
  • Perdas e quebras: vencimento, furtos, avarias e shrink por categoria e loja.
  • Giro e papel da categoria: alto giro tende a tolerar margem menor; itens de valor agregado tendem a suportar mais.
  • Política de descontos e promoções: profundidade, frequência e verbas que comprimem margem.
  • Concorrência local e elasticidade por praça: intensidade competitiva e sensibilidade a preço variam por região e ponto de venda.

Como aplicar o Markup na prática?

Confira agora algumas dicas práticas para aplicar o Markup adequadamente.

Checklist de implementação

Padronize o custo-base por item

Defina o que entra no custo do produto: preço de compra, frete de abastecimento, armazenagem e manuseio, quando aplicável.

Lembre-se: sem custo confiável, qualquer Markup “acerta por sorte”.

Mapeie percentuais que incidem sobre a venda

Liste impostos, taxas de pagamento, comissões, despesas variáveis (embalagem, separação, entrega por pedido), devoluções e perdas.

Faça isso por canal, pois a estrutura muda entre loja, e-commerce e marketplace.

Defina a meta mínima de margem de contribuição

Estabeleça uma meta por categoria e papel no sortimento.

Itens de alto giro podem ter meta mínima mais baixa, enquanto itens de conveniência e diferenciação podem sustentar metas maiores.

Calcule o Markup para formar o preço-base

Use o Markup divisor com os percentuais do canal e a meta definida. Isso gera um preço de referência coerente com a estrutura de custos e o resultado desejado.

Crie regras de desconto e limites de negociação

Transforme o preço-base em política: desconto máximo por canal, exceções autorizadas e condições para promoções.

O objetivo é proteger a margem de contribuição e evitar descontos que parecem pouco, mas inviabilizam o item.

Valide por praça e concorrência local

Compare o preço recomendado com o praticado na região e no entorno do ponto de venda.

Quando houver diferença grande, não ajuste no “achismo”. Revise custo, despesas do canal, política de descontos e meta mínima por categoria.

Monitore e recalibre com frequência definida

Estabeleça gatilhos claros para revisão: variação de custo, mudança de taxa/comissão, concorrente agressivo, queda de giro, aumento de devolução ou perda.

Tenha sempre em perspectiva que a precificação precisa ter cadência, não só “campanha”.

4 cenários de precificação

1. O custo do produto subiu

Primeiro, atualize o custo-base e recalcule o preço com o mesmo Markup divisor do canal. Depois, valide em duas frentes: competitividade local e margem de contribuição.

Se o preço não cabe na praça, há três alternativas racionais:

  • negociar custo com fornecedor;
  • reduzir despesas variáveis do canal (por exemplo, regras de frete, embalagem, comissionamento);
  • ou revisar a meta de margem por item, mantendo a meta mínima da categoria.

O erro comum é segurar preço sem rever nada e perder margem silenciosamente.

2. Você mudou o canal de venda ou ampliou canais

Quando um item sai da loja física e passa a vender forte no digital, o Markup precisa ser recalculado com a estrutura do canal: taxas, comissões, devolução, chargeback e logística por pedido.

Um preço que funciona no balcão pode destruir a margem no marketplace.

Aqui, a prática competitiva é ter Markups por canal e uma regra de harmonização. Quando houver diferença, defina se o preço será igual (com margem diferente) ou se haverá segmentação por canal, conforme estratégia e percepção do consumidor.

3. Concorrente local baixou preço e pressionou a categoria

Antes de reagir, identifique se é movimento pontual, promoção ou mudança estrutural. Em seguida, calcule o desconto máximo que preserva a margem de contribuição mínima.

Se o preço do concorrente estiver abaixo desse limite, não faz sentido igualar sem contrapartida.

A resposta correta pode ser ajustar sortimento (dar foco a itens com mais margem), reposicionar o preço em itens-chave de comparação e compensar em itens menos sensíveis, sempre por praça. Isso evita a guerra de preço generalizada que corrói o resultado do mix inteiro.

4. Giro caiu sem mudança de custo

Queda de giro nem sempre é problema de preço.

Reavalie a praça: perfil de consumo, fluxo, presença de concorrentes e mudanças no entorno.

Se o diagnóstico apontar sensibilidade a preço, ajuste o Markup de forma cirúrgica por região e canal, mantendo a meta mínima de margem de contribuição. Se não apontar, o ajuste pode estar em sortimento, exposição, ruptura ou política promocional, e não em cortar margem.

Markup: quais são os principais erros e mitos?

  • Tratar Markup como lucro: o índice cobre impostos, taxas e despesas; se você ignora isso, superestima resultado e precifica errado.
  • Custos mal definidos: deixar frete, manuseio ou perdas fora do custo-base distorce o preço e “some” com a margem na prática.
  • Usar um Markup único para todo o mix: categorias, canais e praças têm estruturas diferentes; índice único costuma gerar preço alto em itens sensíveis e margem baixa em canais caros.
  • Ignorar variáveis do canal: taxa de cartão, comissões, devoluções e logística por pedido mudam o que sobra e exigem recálculo.
  • Dar desconto sem limite: sem teto de desconto baseado na margem de contribuição mínima, promoções viram corrosão de resultado.
  • Copiar preço do concorrente sem análise: igualar preço sem revisar custo, despesas e meta mínima pode tornar o item inviável.
  • Não recalibrar com frequência: custo e taxas mudam; sem gatilhos de revisão, o Markup envelhece e o preço perde aderência ao mercado.
  • Achar que existe “Markup ideal” fixo: o ideal é o que se sustenta no canal e na praça, com competitividade e margem mínima preservadas.

FAQ – Perguntas frequentes sobre Markup

1. Markup serve para precificar serviços também?

Sim. A lógica é a mesma, mas o custo tende a ser hora técnica, insumos, impostos, taxas e capacidade produtiva. A atenção maior é no rateio de despesas e na ociosidade.



2. Qual a diferença entre Markup e margem bruta?

Markup é um índice sobre o custo para chegar ao preço. Margem bruta é um percentual do preço que sobra após o custo do produto, antes de despesas operacionais.



3. Posso usar Markup para precificar combos e kits?

Pode, mas o correto é calcular o custo combinado (itens + embalagem + perdas/rupturas) e validar se o kit preserva a margem mínima do conjunto, não só de um item.



4. Como definir Markup para produtos de alta perecibilidade?

Você precisa incorporar perdas por vencimento e quebra como variável de categoria.

Também é comum usar Markups distintos por janela de validade (ex.: preço cheio vs remarcação).



5. O que muda no Markup quando há fidelidade, cashback ou cupons?

O benefício concedido funciona como redução efetiva de receita.

Trate como despesa variável por venda e revise o Markup (ou o limite de incentivo) para preservar a margem de contribuição mínima.



6. Como calcular Markup quando o fornecedor dá bonificação (ex.: “leve 10, pague 9”)?

A bonificação reduz o custo unitário efetivo.

Recalcule o custo médio por unidade e só então refaça o preço, evitando “ganhar” bonificação e perder tudo em desconto.



7. Markup pode ser diferente por cidade ou bairro?

Pode e, no Varejo, costuma ser necessário.

Competição, perfil de consumo e sensibilidade a preço variam por praça, então a meta de margem e o preço viável também mudam.



8. Como aplicar Markup em marketplace sem perder rentabilidade?

O ponto crítico é incluir comissão, taxas, logística por pedido e devolução. Em muitos casos, o Markup do marketplace precisa ser maior do que o da loja física.



9. Como lidar com guerra de preços sem “matar” a margem?

Defina um piso: o menor preço que mantém a margem de contribuição mínima. Se o mercado estiver abaixo disso, a resposta tende a ser sortimento, condições comerciais ou eficiência de custo, não só reduzir preço.



10. Markup funciona para produtos com preço regulado ou tabelado?

Funciona para avaliar viabilidade.

Se o preço de mercado/regulado não cobre custos e variáveis, o item pode ser inviável naquele canal ou praça, exigindo renegociação ou mudança de estratégia.



11. Como escolher entre manter preço único ou diferenciar por canal?

Preço único simplifica percepção e operação, mas pode sacrificar margem em canais caros.

Diferenciar por canal melhora a rentabilidade, porém exige comunicação, governança e consistência para não gerar conflito.



12. Como revisar Markup sem desorganizar o mix inteiro?

Use gatilhos: custo mudou X%, taxa/comissão mudou, devolução subiu, giro caiu, concorrência mudou. Recalibre por categoria e canal, priorizando itens líderes de tráfego e itens de margem.



13. Qual KPI devo acompanhar junto com Markup?

Margem de contribuição por item/canal/praça, giro, ruptura, perdas e desconto médio efetivo. Markup sozinho não mostra resultado.



14. Como evitar erro de arredondamento e precificação “quebrada”?

Defina regras por categoria (ex.: terminações e faixas) e valide o impacto do arredondamento na margem mínima. Pequenas variações podem corroer o resultado em itens de baixo preço.



15. Markup ajuda na precificação de lançamentos?

Ajuda a dar um preço inicial coerente com custos e metas, mas o ajuste fino vem com resposta do mercado.

Para lançamentos, valide elasticidade, posicionamento e concorrência local com mais frequência.



 

Markup é uma ferramenta simples, mas o ganho real aparece quando ele vira método

Como te mostramos aqui, no Varejo, isso significa precificar por categoria, canal e praça, com regras claras e revisão contínua. Assim, o preço deixa de ser reação e passa a refletir custos, variáveis da venda e a meta mínima de resultado.

Como próximos passos, organize seus dados de custo e percentuais por canal, defina a margem de contribuição mínima por categoria e transforme isso em política de preço e desconto.

Em seguida, valide a coerência do preço em cada região, comparando concorrência local e perfil de consumo. Por fim, estabeleça uma cadência de recalibração com gatilhos objetivos, para ajustar rapidamente quando custo, taxas ou dinâmica competitiva mudarem.

Que tal, nós ampliamos suas perspectivas sobre Markup?


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