Pesquisar sobre tendências de consumo em 2026 é adentrar em um mar bastante amplo. Afinal, com as facilidades de pesquisa e publicação de relatórios, não faltam estatísticas.
Pensando nisso, nós trazemos um resumo dos tópicos que não podem ser ignorados. Fazemos isso amparados em fontes primárias de relevância global.
Continue lendo para ver em detalhes:
Em 2026, o consumo se decide por valor total. Isto é, ele une preço, confiança, conveniência e coerência.
Com isso em mente, leia, a seguir, os resumos como um mapa: cada tendência indica o sinal, o impacto e o que medir.
Em 2026, o consumidor opera em “modo cautela” e reduz tolerância a fricções/gargalos.
A Euromonitor aponta que 58% sentem estresse moderado a extremo diariamente, o que reforça a busca por conforto e simplicidade. No orçamento, a Capgemini registra 49% comprando menores quantidades para controlar gastos.
Para capturar demanda, portanto, é indicado monitorar trade-down, elasticidade e ruptura por canal continuamente.
A personalização segue decisiva, porém a régua agora é transparência e controle.
A Qualtrics mostra que 64% têm apetite por experiências sob medida, mas só 41% veem benefício que compense o custo de privacidade. Além disso, apenas 39% acreditam que empresas usam dados pessoais com responsabilidade.
Dentro disso, vale priorizar consentimento, explicações simples e métricas de confiança.
Em 2026, o suporte precisa ser instantâneo e confiável.
No atendimento com Inteligência Artificial, a Qualtrics indica menos 12 pontos em conveniência e mais 13 pontos em “nenhum benefício” desde 2021. O mesmo relatório aponta que 53% dos consumidores temem por privacidade; e metade sente falta do humano.
Isso indica que um bom caminho é manter o humano no circuito, com escalonamento e SLAs por motivo em casos críticos.
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A jornada é híbrida: descobre no digital e conclui onde for mais simples.
A Capgemini aponta que 35% já compraram via plataformas como Instagram ou YouTube. Ainda assim, 74% valorizam apoio humano em loja, ante 54% no ano anterior.
Com isso em perspectiva, é importante alinhar estoque, preço e conteúdo por canal, sem ruído entre canais e etapas.
Pagamentos instantâneos viram hábito e habilitam automação do consumo.
No Brasil, o Banco Central registrou recorde de 313.339.828 transações Pix em 05/12/2025, mostrando escala e confiança operacional. Esse é um dado que dialoga muito com o que é apontado na já citada pesquisa da Capgemini: 52% usam assistentes virtuais que automatizam recompras ao menos semanalmente.
Aqui há uma oportunidade: simplificar checkout, reduzir abandono e integrar conciliação e recorrência sob regras claras.
Sustentabilidade em 2026 vira prova no produto: embalagem, durabilidade e transparência.
A Capgemini aponta que 64% veem a reduflação como prática injusta, elevando a cobrança por clareza de quantidade e composição. Além disso, 71% trocariam de marca se houvesse redução de tamanho ou qualidade sem comunicação clara.
Nesta frente, vale a pena priorizar métricas, rotulagem objetiva e auditoria externa.
Bem-estar, em 2026, inclui mente e finanças. Basicamente, aliviar a ansiedade e dar sensação de controle.
Sete em dez consumidores dizem que indulgências ajudam a lidar com estresse financeiro. Além disso, 65% afirmam que a tecnologia reduziu o estresse nas rotinas de compra, aponta o estudo global da Capgemini.
Traduza isso em ofertas previsíveis, alertas e educação.
Marcas ganham espaço quando combinam relevância local e propósito verificável, sem “poses”.
Já se sabe que ao menos metade dos consumidores busca produtos e serviços que reflitam sua identidade. Além disso, 65% dizem que a sociedade aceita quem eles realmente são, reforçando autoexpressão como motor de lealdade, segundo a Euromonitor.
Aos fabricantes, distribuidores e lojistas recomenda-se apostar na construção de narrativas com evidências e presença comunitária.
Para aproveitar esse pool de tendências de consumo 2026, vale a pena pensar em um exercício como este: nos próximos 90 dias, transforme tendência em execução com um roteiro simples.
No dia 0, defina um objetivo de negócio e um segmento prioritário. Entre os dias 1 e 30, consolide dados de vendas, navegação e atendimento em um único painel. Entre os dias 31 e 60, teste duas jornadas híbridas e duas mensagens por público.
Depois, entre os dias 61 e 90, automatize o que funcionou e descarte o resto. Além disso, priorize dados nacionais por estado, canal e renda, para evitar generalizações.
Por fim, padronize metas e cadências por área, com responsáveis e prazos. E agende revisão semanal com marketing, comercial e operações, com decisões registradas.
Para te ajudar com isso, detalhamos, a seguir, alguns passos importantes. Confira!
Planeje com dados e indicadores-chave de desempenho (KPIs) claros.
Comece por essas métricas:
Em seguida, conecte cada métrica a uma decisão semanal, evitando relatórios pouco tangíveis. Feche o mês com um painel e metas por região.
Reconfigure o CRM para o novo ciclo de consumo. Nele, os sinais comportamentais entram antes do cadastro.
Capture intenção por navegação, interação em mídia e pós-venda, e dispare automações por evento, não por data. Em paralelo, trate qualidade de dados como ativo: deduplicação, consentimento e histórico.
Revise regras a cada sprint.
Trate “híbrido” como uma jornada única, não como dois canais.
No digital, reduza etapas e mantenha contexto entre atendimento, pagamento e pós-venda. No presencial, use o celular como ponte: QR code, retirada, provador, assistência.
Também vale a pena pilotar em praças e treinar a equipe para exceções. E caprichar na integração conversacional, pois a maioria dos consumidores escolhe uma empresa quando pode enviar texto, imagem e vídeo no mesmo fio (sem recomeçar).
Certifique-se de ter sempre em mente que assinatura não é só “plano mensal”; é previsibilidade para o cliente e para o caixa.
Comece com um produto de alto giro, benefício simples e cancelamento transparente. Em seguida, ofereça recorrência por reposição, manutenção, entrega programada ou vantagens de fidelidade, sempre com preço âncora.
Para escalar, automatize cobrança, conciliação e inadimplência.
Saiba que a evolução de finanças embarcadas como infraestrutura central vem facilitando ofertas recorrentes em múltiplos canais locais. É o que destaca um report da Global Payments.
Em 2026, definitivamente a governança de dados vai deixar de ser “projeto de TI” e virar requisito comercial.
Sabendo disso, padronize consentimento, finalidade, retenção e compartilhamento com fornecedores, com trilhas auditáveis. Adicionalmente, prepare respostas rápidas a solicitações de titulares e incidentes, reduzindo risco reputacional.
Dica prática: defina dono de dado, catálogo e controles por canal e parceiro.
Vale ficar de olho na agenda regulatória e no mapa de temas prioritários da Agência Nacional de Proteção de Dados. Ela vem reforçando a necessidade de conformidade contínua.
→ Dê o play neste vídeo e confira algumas dicas para prospectar PDVs:
Se a resposta for sim, seu próximo passo é transformar a leitura de cenário em decisão operacional. Conforme te mostramos, em 2026, a diferença estará em encurtar a distância entre comportamento e execução.
Para isso, vale tratar dados como infraestrutura de crescimento.
Quando indicadores e rotinas de revisão estão definidos, você reduz apostas genéricas e passa a priorizar o que tem maior probabilidade de retorno. Além disso, você melhora a coordenação entre comercial, marketing e operações, com metas claras e aprendizado contínuo.
Ao investir em monitoramento, segmentação e mensuração, você identifica onde existe potencial real e direciona recursos para capturá-lo. Assim, o mercado deixa de ser apenas promessa e se converte em crescimento, com mais previsibilidade e controle.
Em suma, trabalhe com inteligência aplicada para que as tendências de consumo 2026 sejam usadas nos seus esforços de competitividade.
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