Crisis Intelligence: os bastidores do desenvolvimento de um produto para crise

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** Otavio Ventura é Product Manager Sênior da Cortex. 

Tempo de leitura: 4 minutos

Você vai ler sobre:

  • Os desafios de desenvolver uma solução que ajudasse as empresas em tempos de Covid-19
  • Hacks de produtividade para o home-office
  • Como o Cortex Crisis Intelligence é aperfeiçoado diariamente para atender às demandas reais de nossos clientes

O período é meados de março. O vetor é o vírus, até então subestimado, vindo do Oriente. De repente, ele chega ao Brasil. O cenário muda. Distanciamento social, máscaras, luvas, home office. E agora? Como se adaptar ao novo Coronavírus (Covid-19) tão rapidamente?

Aqui na Cortex, também passamos por esse questionamento. Por exemplo: embora já tivéssemos parte da cultura do home office em nosso DNA, adaptar toda a nossa estrutura para esse modelo foi sim um desafio.

Isso falando apenas do aspecto operacional. Do ponto de vista estratégico, o grande desafio era: como adaptar as nossas soluções? Pois nossos produtos ainda precisam, sim, ser soluções, atendendo aos desafios do momento. Iniciamos então uma força-tarefa para ouvir nossos clientes e ajudá-los na travessia dessa crise.

Nossas ofertas para marketing e comunicação precisavam passar a atuar no “modo crise”, visto que este é o comportamento para os próximos meses. O nosso valor necessitava, portanto, ir além do Data Driven PR ou da importância do uso de dados externos nas análises de mercado.

As preocupações e as dores da nossas audiências mudaram e nós precisávamos acompanhar.

É sobre isso que vou contar um pouco neste blog post. Acompanhe para entender os bastidores do desenvolvimento de um novo produto em meio a uma crise nunca antes vista.

Leia também o meu primeiro artigo: O que as agências podem aprender com a cultura das novas empresas de tecnologia

Se adapte ou se adapte

O desafio foi grande. Tivemos que repensar nossas ofertas em duas semanas e endereçarmos uma nova soluçåo adaptada e escalável. De forma remota.

Para isso, formamos um time multidisciplinar de trabalho, unindo Produto, UX Designer e especialistas em comunicação. Embora remotamente, não deixamos de fazer todo o passo a passo que o desenvolvimento de um bom produto precisa ter. 

Para começar, assumimos que tínhamos quatro hipóteses para nossa oferta de valor:

  1. Monitorar tendências dos setores ao longo da crise da Covid-19;
  2. Estudar as ações de concorrentes e líderes de mercado;
  3. Entender possibilidades de posicionamentos corporativos e o que é favorável e desfavorável na crise;
  4. Acompanhar a agenda de governo e seus impactos em negócios.

Tendo em mente essas hipóteses, ouvimos em uma manhã toda a nossa base de clientes, por meio de entrevistas qualitativas gravadas remotamente. Assim, validamos esses valores e percebemos que eles se encaixavam na demanda dos nossos interlocutores.

Depois disso, porém, o time se deparou com uma questão: como se diferenciar? Pois, se acertamos as dores de primeira, a chance de outros players também conseguirem é alta.

Para garantir a boa diferenciação, assumimos o mantra: “Não queremos ter fotos da crise, queremos ser o filme”. Isso direcionou todo o time para soluções que mostrem o comportamento passado mas, principalmente as tendências através de Big Data e ciência de dados.

Analisamos então os 60 veículos mais importantes do Brasil e mais de 500 empresas em nossa plataforma. Até o momento, já mapeamos mais de 300 ações corporativas de enfrentamento à Covid-19 e possuímos um arsenal de informações e análises sobre cada semana da crise.

Hack de produtividade

E tudo isso foi feito, lembrando, em regime de home-office. Compartilho com vocês agora então um hack importante que nos ajudou. Crie uma war room virtual.

 

 

Ou seja, crie um evento no Google Agenda que dure o dia inteiro para trabalhar junto com o time. Em caso de dúvida, abra o microfone e fale na sala. Assim, a resposta virá com agilidade, garantindo a manutenção de prazos.

Com a gente funcionou, e em uma semana e meia já havíamos mostrado o protótipo aos nossos clientes. Em duas semanas, o Cortex Crisis Intelligence já entrou com tudo no mercado.

Na dúvida, pergunte ao Pareto

Ao longo dessas duas semanas, muitas vezes nos pegamos com dúvidas. E a inclinação normal seria pedir mais prazo para esclarecer e, depois, anunciar a nova oferta para o mercado.

No “modo crise”, porém, você não tem esse tempo. Então, assumimos uma postura de que o produto perfeito, já nasce velho. Focamos mais nas funcionalidades e navegação que entregam mais valor e deixamos alguns componentes e dúvidas para serem esclarecidos a partir da experiência do usuário.

O caminho até agora parece acertado, pois temos diversas notas 10 de NPS (Net Promoter Score), a métrica que mede o grau de satisfação dos usuários do Cortex Crisis Intelligence. Ou seja, os velhos 80/20 de Pareto continuam valendo.

Para quem não está contextualizado com essa ferramenta de gestão, o Princípio de Pareto afirma que 80% dos resultados provém de 20% dos esforços. Ou, neste caso, que entregar 80% do produto com toda a qualidade possível e deixar 20% para ir aperfeiçoando a partir da experiência do usuário faz todo sentido neste momento.

Inclusive, para termos essa construção do Cortex Crisis Intelligence junto com o usuário, fizemos uma mudança em nosso processo de venda. Pela primeira vez, estamos liberando uma versão trial na nossa ferramenta. Isso permite que quem a use entenda o valor que entregamos. Do nosso lado, conseguimos melhorar o produto pelas demandas de quem navega.

Assim, saímos das nossas hipóteses em home-office e as jogamos para o mundo. Agora, esperamos o que ele nos mostra de volta e já buscamos o aperfeiçoamento contínuo.

Independentemente de crise, uma coisa nunca vai mudar: escolha o problema que quer resolver e resolva-o bem

Citei um pouco o papel do mantra que escolhemos seguir: “Ser um filme, e não um retrato”. Isso nos fez optar por não concorrer com as diversas análises diárias que veículos, agências e consultorias entregam.

Buscamos ser um hub que concentra os fatos mais relevantes da crise e permitir que nossos clientes naveguem por eles, pelas empresas afetadas e pelos diversos setores da nossa economia. Isso porque temos o entendimento de que a crise chega diferente para todos.

Por isso, mais importante que ter o fato do dia, é ver como eles mudam e indicam tendências ao longo das semanas.

Com essa escolha permitimos em pouco tempo (e em poucos cliques) uma análise transversal de setores e empresas. Conseguimos manter nossa audiência sempre atualizada das medidas de governo e de seus potenciais impactos de negócio. E com uma ferramenta de fácil implementação e competitivo em custo.

Por isso, te faço um convite agora: experimente o nosso trial e veja se faz sentido para você. É gratuito e tem grande potencial em te ajudar a passar por essa crise e também a nos ajudar a aperfeiçoar o Cortex Crisis Intelligence para nossos usuários.

Até a próxima!


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